Investigações começaram após a descoberta de um museu particular com obras de arte sacra, incluindo itens da família real

William Oliveira Publicado em 10/04/2025, às 09h15
A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã da última quarta-feira (9), uma operação em uma chácara localizada em Cotia, na Grande São Paulo, e recuperou diversas obras de arte sacra furtadas de igrejas da capital, da região metropolitana e do interior do estado.
O principal suspeito é um decorador que prestava serviços para diversas paróquias, incluindo a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, localizada na região da Sé. Ele foi ouvido pelas autoridades e negou envolvimento nos furtos.
As investigações começaram em fevereiro, quando a polícia descobriu um apartamento em Higienópolis que funcionava como um museu particular de arte sacra. No local, foram encontrados 40 quadros — incluindo peças ligadas à família real brasileira —, três telas, 17 castiçais, 20 imagens sacras de cerâmica e cinco batinas.
As apurações se intensificaram após a análise de imagens de segurança, que mostram o decorador entrando em uma sala da Igreja do Carmo e saindo minutos depois com objetos cobertos por um pano, colocados no porta-malas de seu carro.
Seis dias após o crime, uma representante da igreja registrou o furto no 1º Distrito Policial da Sé. Entre os itens levados, estava um crucifixo de prata maciça, registrado como patrimônio histórico e considerado o mais valioso.
O decorador admitiu ter levado o crucifixo, que já foi devolvido, mas afirmou que outros objetos seriam herança de família ou comprados em feiras de antiguidades. Ele foi liberado e segue sob investigação.
A polícia investiga se outras igrejas atendidas por ele também foram alvo dos furtos. Representantes da Igreja do Carmo devem comparecer à delegacia nesta sexta-feira (27) para reconhecer os itens recuperados. A expectativa é de que outros representantes religiosos façam o mesmo nos próximos dias.
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