Álvaro Ianhez, de 77 anos de idade, foi detido na última terça-feira (09)

Thais Bueno Publicado em 10/05/2023, às 15h22
Na tarde da última terça-feira (09), um caso que vinha acontecendo há muitos anos finalmente teve seu fim. O médico Álvaro Ianhez, de 77 anos de idade, foi preso em Jundiaí, cidade localizada no interior do estado de São Paulo (SP).
Para quem não se lembra, ele havia sido condenado a 21 anos de prisão no mês de abril do ano passado por ter assassinado e retirado ilegalmente os órgãos do garotinho Paulo Veronesi Pavesi, de apenas 10 anos. O caso aconteceu no ano de 2000, no estado de Minas Gerais (MG).
De acordo com informações do portal Terra, o suspeito ainda não havia sido detido pois tinha conseguido um habeas corpus por meio do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para aguardar o julgamento de todos os recursos em liberdade.
Contudo, recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi acionado pelo Ministério Público de Minas Gerais, que propôs uma reavaliação da decisão do STJ, pedindo que a escolha de mantê-lo em liberdade fosse suspensa.
Conforme explicado pela EPTV, emissora afiliada da Rede Globo, o médico foi detido depois da realização de uma ação conjunta entre promotores de Justiça de São Paulo e o Ministério Público de Minas Gerais.
O suspeito ficará em São Paulo e está à disposição da Justiça. É de responsabilidade da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais fazer a transferência do acusado para uma unidade prisional.
Eis o que aconteceu na época: o garoto Paulo Pavesi caiu da varanda do prédio onde morava e, por conta disso, foi levado para o Hospital Pedro Sanches às pressas. No centro médico, segundo informações do Ministério Público, foi vítima de um erro médico durante uma cirurgia.
Para que não sofresse mais nas mãos dos profissionais, o menino foi encaminhado para a Santa Casa de Poços de Caldas (MG). Foi aí que tudo aconteceu.
Na unidade de saúde para a qual foi transferido, o médico Álvaro Ianhez forjou um diagnóstico de morte cerebral para que pudesse remover os órgãos da criança e vendê-los posteriormente. O esquema, porém, foi descoberto e foi nomeado de "máfia dos transplantes".

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