Ela estava no carro com a jovem acusada e diz que saiu do local com medo de ser agredida pelas pessoas que presenciaram o crime

Erika Osti Publicado em 31/12/2025, às 08h58
A madrasta da jovem acusada de matar o próprio namorado e uma amiga dele atropelados, na zona sul de São Paulo, falou sobre o que viveu logo após o crime e explicou por que deixou o local às pressas. Gabrielle Schneid, que é médica e namorada da mãe de Geovanna Proque da Silva, afirma que entrou em desespero ao perceber a reação das pessoas que estavam na rua e teve medo de sofrer agressões.
O caso aconteceu durante a madrugada, no bairro do Campo Limpo. Segundo a investigação, Geovanna perseguiu o namorado, Raphael Canuto Costa, que estava em uma motocicleta com a amiga Joyce Correa da Silva, e jogou o carro contra eles. Os dois morreram no local. Uma terceira pessoa também foi atingida e ficou ferida.
Gabrielle contou à polícia que estava no banco do passageiro no momento do atropelamento. De acordo com ela, logo após a batida, várias pessoas começaram a se aproximar do carro, gritando, xingando e fazendo ameaças. Em depoimento, a médica afirmou que chegou a ser segurada pelo pescoço, teve objetos arremessados em sua direção e ouviu ameaças graves. O clima, segundo ela, era de total revolta.
Outro ponto destacado foi o estado em que se encontrava após o impacto. Gabrielle disse que perdeu os óculos na colisão e ficou com a visão bastante prejudicada, o que aumentou ainda mais o pânico. Ela afirmou que não tinha condições físicas nem emocionais de prestar socorro naquele momento e que sair do local foi uma reação ao medo.
Segundo o relato da madrasta, a noite começou de forma aparentemente comum. Ela contou que foi acordada por Geovanna para acompanhá-la até um churrasco na casa do namorado. No local, a jovem teria se incomodado com a presença de outra mulher, o que gerou discussões. Pouco tempo depois, Raphael saiu de moto com Joyce, e Geovanna decidiu ir atrás deles de carro.
Imagens de câmeras de segurança mostram a perseguição pelas ruas do bairro até o momento do atropelamento. Após a colisão, Geovanna também tentou deixar o local, mas acabou passando mal e foi abordada pela Polícia Militar, que precisou agir rapidamente para evitar que ela fosse agredida pelas pessoas que estavam no local.
A jovem foi presa em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ela responde por duplo homicídio qualificado e lesão corporal. A Polícia Civil analisa mensagens trocadas antes do crime, imagens de câmeras e o comportamento da acusada para esclarecer se houve intenção direta de matar.
O depoimento da madrasta agora integra o inquérito e ajuda a esclarecer o que aconteceu logo após o atropelamento, principalmente sobre a fuga do local e o clima de tensão que tomou conta da rua nos minutos seguintes à tragédia.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Caso Deolane: delegada faz revelação bombástica que pode mudar rumo da investigação

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Por que Ricardo Gontijo se tornou um dos empresários mais controversos da construção civil

Polícia fecha fábrica clandestina que reutilizava whey vencido e alterava validade no interior de SP

MP aponta que vereador era o verdadeiro controlador de empresa investigada por lavar dinheiro do PCC

Quem é Senival Moura, vereador preso em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC

Michelle Bolsonaro pede união entre aliados após atrito com Flávio Bolsonaro

Mãe de menino e auxiliar de enfermagem são encontrados mortos após tentativa de sequestro em SP

Vereador do PT é preso em operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC em São Paulo