Os policiais são suspeitos de planejar e executar o assassinato como retaliação a membros do PCC, com pagamentos de até R$ 3 milhões

William Oliveira Publicado em 04/06/2025, às 09h20
A Justiça Militar do Estado de São Paulo formalizou, na terça-feira (3), a acusação contra 18 policiais militares suspeitos de participação no assassinato do empresário Vinicius Gritzbach. Conhecido por suas delações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), Gritzbach foi alvo de uma trama que agora está sob investigação aprofundada.
O Ministério Público denunciou os policiais por crimes que incluem falsidade ideológica, promoção e integração em organização criminosa armada, além de associação para a prática de violência armada.
Segundo as investigações, os agentes teriam planejado e executado o homicídio como retaliação pela morte de dois membros do PCC — Anselmo Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e seu motorista Antônio Corona Neto, apelidado de Sem Sangue — atribuída a Gritzbach.
Além das mortes, o empresário também era visado por ter firmado um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, no qual forneceu informações relevantes sobre diversos criminosos que atuavam como seus clientes.
De acordo com a Promotoria, os envolvidos na execução do crime teriam recebido pagamentos que podem chegar a R$ 3 milhões. A investigação segue em curso, e o Ministério Público não descarta a possibilidade de que outros policiais militares e civis também estejam implicados.
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