Condenado pelo assassinato dos pais de Suzane Richthofen, criminoso cumpre pena em regime aberto desde março

Lívia Gennari Publicado em 12/04/2025, às 15h15
A Justiça de São Paulo decidiu manter Cristian Cravinhos em liberdade mesmo após o Ministério Público Estadual (MPSP) entrar com recurso para revogar o benefício do regime aberto, concedido ao criminoso em março deste ano. Cristian foi ondenado pela morte do casal Manfred e Marísia, pais de Suzane von Richthofen, em outubro de 2002.
O promotor Rafaelle de Filippo Filho alegou que Cristian não reúne condições para permanecer em liberdade. Um dos principais argumentos é um episódio de 2018, quando, durante uma saída temporária, ele foi abordado por policiais fora de casa em horário não permitido e tentou subornar os agentes com R$ 1 mil. O caso resultou em sua reclusão imediata e no acréscimo de quatro anos à pena original, que passou para 42 anos de prisão.
Além disso, o recurso do MP apresentou um laudo psicológico recente, no qual peritos apontam traços de personalidade disfuncionais em Cristian, como rigidez emocional, dificuldade de adaptação social e problemas de empatia. O relatório indicaria que ele oferece risco à sociedade, não estando pronto para o convívio externo.
Mesmo diante dessas considerações, a Justiça entendeu que Cravinhos pode continuar cumprindo pena em liberdade, desde que siga as regras impostas pelo regime aberto, como se apresentar periodicamente à Justiça, não se ausentar da cidade sem autorização e manter endereço atualizado. Ele também não pode frequentar bares, boates ou locais de reputação duvidosa.
A defesa do réu afirmou que a decisão foi correta e está alinhada ao direito de progressão de regime, previsto na legislação penal brasileira.
Cravinhos foi condenado junto com o irmão, Daniel Cravinhos, e Suzane von Richthofen, que planejou a morte dos pais em conjunto com os dois. O crime chocou o país e se tornou um dos casos mais emblemáticos da investigação policial brasileira.
A manutenção da liberdade de um dos envolvidos reacende o debate sobre a eficácia da progressão de regime para condenados por crimes de grande repercussão e brutalidade.
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