Ana Paula Veloso Fernandes, 36 anos, foi presa em 4 de setembro acusada do assassinato de quatro pessoas por envenenamento

William Oliveira Publicado em 10/10/2025, às 11h17
A Justiça de São Paulo classificou Ana Paula Veloso Fernandes, de 36 anos, como uma “serial killer”, após o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo apontar seu envolvimento em quatro homicídios cometidos com veneno. A acusada está presa preventivamente desde 4 de setembro.
Uma das vítimas identificadas é Neil Corrêa da Silva, aposentado de 65 anos, que morreu em abril, após ingerir uma feijoada envenenada em Duque de Caxias (RJ).
De acordo com o 1º Distrito Policial de Guarulhos, a morte teria sido planejada pela filha da vítima, Michele Paiva da Silva, presa em 7 de outubro. A relação entre Michele e Ana Paula levantou suspeitas sobre o motivo do crime, que teria sido financeiro.
Além do caso de Neil, Ana Paula é acusada de três outros homicídios, dois em Guarulhos e um em São Paulo. O delegado Halisson Leite, responsável pelas investigações, viajou ao Rio de Janeiro para acompanhar a exumação do corpo de Neil e reiterou que ela se enquadra no perfil clássico de uma serial killer — fria, calculista e manipuladora.
A decisão judicial determinou que todos os casos sejam centralizados em Guarulhos, reconhecendo a “conexão instrumental” entre os crimes.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirma que todas as mortes foram causadas por envenenamento com substâncias semelhantes ao “chumbinho”, um produto ilegal encontrado na casa da acusada.
As vítimas
A primeira vítima foi Marcelo Hari Fonseca, morto em janeiro de 2025. Ana Paula teria colocado veneno na comida dele para ficar com o imóvel onde moravam. Ela confessou o crime, alegando discussão prévia e tentando destruir provas.

A segunda vítima foi Maria Aparecida Rodrigues, morta entre 10 e 11 de abril, em Guarulhos. Ana Paula adulterou os alimentos da vítima para incriminar o ex-namorado, Diego Sakaguchi Ferreira, com quem havia rompido. Após o crime, espalhou boatos nas redes sociais sugerindo um caso amoroso entre Diego e Maria Aparecida, tentando desviar as suspeitas.
Em seguida, veio o caso de Neil Corrêa da Silva, envenenado pela feijoada feita sob encomenda, a pedido de Michele Paiva, amiga de Ana Paula, que teria prometido uma recompensa.
A quarta vítima foi Hayder Mhazres, um tunisiano que conheceu Ana em um aplicativo de relacionamentos. Após um encontro em São Paulo, ele morreu após tomar um milk-shake preparado por ela. A motivação seria financeira, pois Ana buscava simular uma união estável para obter benefícios.
A prisão preventiva de Ana Paula foi decretada para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
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