Impacto da explosão foi sentido a longa distância; Defesa Civil interditou 21 casas e moradores foram evacuados

por Marina Milani
Publicado em 14/11/2025, às 08h21
Moradores da Rua Francisco Bueno, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, afirmam que não tinham conhecimento de que a residência onde ocorreu a explosão na noite de quinta-feira (13) funcionava como um depósito de fogos de artifício. O acidente deixou um homem morto, ao menos dez feridos e um rastro de destruição em três quarteirões.
Segundo vizinhos, o imóvel havia sido alugado há cerca de três meses. Havia movimentação frequente de caixas, mas nada que sugerisse o armazenamento de artefatos explosivos. O irmão do proprietário compareceu à delegacia e informou que a casa estava alugada, embora o contrato estivesse em seu nome.
Dona Irene, que mora exatamente ao lado do imóvel destruído, relatou que a nora e o neto estavam dentro de casa no momento da explosão. Ambos ficaram gravemente feridos.
“A minha nora bateu a cabeça com o impacto e foi atingida no rosto pelos estilhaços. Está na UTI, consciente, mas com muitos cortes. Meu filho estava chegando quando tudo aconteceu”, contou.
A explosão, que destruiu completamente o imóvel número 73, ocorreu por volta das 19h45, segundo o Corpo de Bombeiros. A suspeita inicial é de que um depósito clandestino de fogos de artifício — instalado na parte dos fundos da casa — tenha explodido.
A Defesa Civil interditou 21 casas vizinhas, e moradores foram encaminhados para residências de parentes. Vários imóveis e carros foram seriamente danificados.
O impacto foi sentido a longa distância. Marcilda, moradora de um prédio na Avenida Celso Garcia, descreveu o susto:
“Vimos um clarão enorme, as prateleiras quebraram, a sala virou uma destruição. Quando olhamos pela janela, parecia noite de Ano Novo. Fogo saía das casas ao lado”.
Outra moradora relatou que estava assistindo televisão quando foi surpreendida:
“Ouvi um barulho terrível e a janela voou. A cortina caiu, um pó terrível tomou o quarto. Pensei que o prédio tivesse desabado.”
O Corpo de Bombeiros mantém o local isolado até que haja segurança para continuidade das buscas e da perícia.
“Estamos trabalhando com cautela para identificar outros explosivos. É possível que o caso seja repassado à Polícia Civil para aprofundar a investigação. Ainda não podemos afirmar que era um depósito clandestino, porque o responsável não foi localizado, mas tudo indica que havia armazenamento de fogos”, afirmou um oficial da corporação.
As causas da explosão ainda estão sendo apuradas.
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