Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio de César Fine Torresi, idoso de Santos que morreu após ser agredido com uma ‘voadora’ pelo réu em junho de 2024

William Oliveira Publicado em 14/01/2026, às 10h31
O empresário Tiago Gomes de Souza, responsável pela morte do idoso César Fine Torresi, foi sentenciado a 27 anos de prisão em regime fechado. O julgamento ocorreu na madrugada desta quarta-feira (14), no Fórum da Barra Funda, em São Paulo.
O crime aconteceu em 8 de junho de 2024, na Rua Pirajá da Silva, bairro Aparecida, em Santos. De acordo com o boletim de ocorrência, o neto de 11 anos de César relatou que ambos atravessavam a rua entre os carros, quando Tiago freou abruptamente o veículo. O idoso se apoiou no capô do carro, momento em que o réu desferiu um golpe fatal contra a vítima.
A sessão do júri começou por volta das 13h30 da terça-feira (13) e se estendeu até a madrugada seguinte, devido ao elevado número de testemunhas. A defesa de Tiago solicitou que a acusação fosse alterada de homicídio qualificado para lesão corporal seguida de morte, mas os jurados rejeitaram o pedido. A condenação considerou motivos fúteis e o uso de recurso que impediu a defesa da vítima.
"Destaca-se que a decisão dos jurados contrariou a prova dos autos e a defesa já interpôs recurso de apelação", declarou o advogado Eugênio Malavasi, que representa Tiago.
A juíza Patrícia Álvares Cruz aumentou a pena em um terço devido à idade avançada da vítima e determinou uma indenização mínima de R$ 300 mil aos herdeiros de César.
Confira a linha do tempo do caso:
8 de junho de 2024 – Crime: Um vídeo registrou o momento em que Tiago agrediu César com uma ‘voadora’. O idoso ficou inconsciente e foi levado pelo Samu à UPA Zona Leste, mas não resistiu às lesões.
9 de junho – Prisão preventiva: A prisão em flagrante de Tiago foi convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
11 de junho – Habeas corpus negado: O desembargador Hugo Maranzano rejeitou pedido liminar da defesa. Tiago foi indiciado por lesão corporal seguida de morte.
13 de junho – Reconstituição do crime: O réu participou da reconstituição e demonstrou emoção ao se ajoelhar e pedir desculpas.
14 de junho – Laudo necroscópico: César morreu em razão de trauma cranioencefálico e edema no pericárdio, causados pela queda após o ataque.
16 de junho – Denúncia formal: O Ministério Público denunciou Tiago por homicídio qualificado. A denúncia foi aceita pelo juiz Alexandre Betini, que autorizou a coleta de imagens de câmeras próximas ao local.
27 de junho – Alegações sobre saúde mental: Nova alegação da defesa sobre problemas psiquiátricos foi negada pelo desembargador Maranzano.
Março de 2025 – Ações civis: O neto da vítima entrou com processo civil pedindo indenização por danos morais equivalente a 40 salários mínimos. A decisão judicial determinou que Tiago pagasse a quantia à família.
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