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Terror das Estradas

Confronto em Franco da Rocha termina com morte de criminoso foragido

Kilderis Glaucio Nascimento Costa, conhecido como Kill, foi morto em operação do COE após confronto

Considerado um dos principais ladrões de cargas de São Paulo, Kill liderava uma quadrilha envolvida em sequestros e roubos de caminhões - Imagem: Reprodução / SBT News
Considerado um dos principais ladrões de cargas de São Paulo, Kill liderava uma quadrilha envolvida em sequestros e roubos de caminhões - Imagem: Reprodução / SBT News

William Oliveira Publicado em 20/08/2025, às 08h44


Na manhã desta terça-feira (19), Kilderis Glaucio Nascimento Costa, conhecido como Kill, foi morto durante uma ação policial em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Considerado um dos ladrões de cargas e caminhões mais notórios do estado, Kill estava foragido e liderava uma quadrilha especializada nesse tipo de crime.

A operação foi conduzida por agentes do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar. Os policiais chegaram ao sítio onde o criminoso se escondia e, durante o cerco, ele foi localizado na cozinha da propriedade, armado. Segundo a PM, Kill abriu fogo contra os agentes, que revidaram, resultando em sua morte. Nenhum policial ficou ferido.

Kill já havia sido alvo da Operação Barriere, deflagrada pela Polícia Federal no ano anterior, mas conseguiu escapar. Ele comandava um grupo formado por nove integrantes, responsável por sequestros de motoristas e roubos de cargas nas estradas paulistas.

A quadrilha atuava principalmente na região de Campinas e em rodovias que ligam a Grande São Paulo ao Rio de Janeiro. As investigações mostraram que o bando chegou a usar menores de idade e esteve envolvido em pelo menos 11 roubos de carretas.

Interceptações telefônicas revelaram a hierarquia da organização criminosa. Kill selecionava pessoalmente os integrantes e exigia que fossem apenas “ladrões de carreta”, excluindo quem praticava roubos de menor porte. Em um dos diálogos monitorados, membros mencionaram um roubo envolvendo até mesmo carga do Exército Brasileiro.

Apesar da morte do líder, a violência nas estradas paulistas continua. Outras facções já ocupam o espaço deixado pelo grupo de Kill, e caminhoneiros seguem como alvos frequentes. Há menos de dois meses, um motorista foi feito refém durante um assalto, mas até agora os autores não foram identificados ou presos.


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