A decisão da Justiça Militar ocorre em meio a um caso que envolve 18 policiais, com acusações de organização criminosa e homicídio

William Oliveira Publicado em 11/09/2025, às 08h33
A Justiça Militar decidiu, nesta quarta-feira (10), acolher pedidos das defesas e determinar a soltura de três dos quinze policiais militares julgados por participação na escolta ilegal de Vinicius Gritzbach, conhecido como delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Foram liberados os soldados Julio Cesar Scalett Barbini e Abraão Pereira Santana, além do primeiro-tenente Thiago Maschion Angelim da Silva.
Em maio, 18 policiais militares foram formalmente acusados no caso. Destes, 15 respondem na Justiça Militar por envolvimento na segurança privada do delator, enquanto três enfrentam acusações na Justiça Comum pelo homicídio dele.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público à 1ª Auditoria da Justiça Militar inclui crimes como falsidade ideológica, promoção e integração em organização criminosa armada e organização para a prática de violência armada. Confira as acusações:
Acusados na Justiça Militar:
Acusados na Justiça Comum:
A Procuradoria da Justiça Militar já se manifestou contra a revogação das prisões preventivas de Adolfo Chagas, Alef Moura, Erick Galioni e Talles Ribeiro.
No caso julgado na Justiça Comum, o homicídio de Vinicius Gritzbach e do motorista Celso Novais, ocorrido em novembro de 2024, segue com forte repercussão. Segundo a denúncia, Denis Martins e Ruan Rodrigues efetuaram os disparos com fuzil, enquanto Fernando Genauro dirigiu o veículo até o local da execução.
Cenas gravadas em vídeo revelam múltiplos ângulos da execução ocorrida no Aeroporto de Guarulhos.
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