Diário de São Paulo
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Caso do piloto em SP expõe método silencioso para ganhar confiança de responsáveis

Além do piloto, avó de adolescentes e outra mulher foram presas por intermediar e armazenar arquivos ilegais envolvendo menores

Imagem: Reprodução | Redes sociais
Imagem: Reprodução | Redes sociais

por Marina Milani

Publicado em 18/02/2026, às 12h02


A investigação que resultou na prisão de um piloto de avião em São Paulo revelou uma estratégia de aproximação usada para conquistar a confiança de famílias e obter acesso a crianças e adolescentes. De acordo com a polícia, o suspeito iniciava contato de forma discreta, apresentando-se como uma pessoa educada e prestativa, aproximando-se dos responsáveis em locais do dia a dia, como ruas e padarias.

Segundo a delegada responsável pelo caso, ele oferecia ajuda material, comprava mantimentos e presentes e frequentava as casas das famílias. A partir dessa proximidade, passava a fazer ofertas em dinheiro em troca de fotos, vídeos e encontros com adolescentes. A apuração aponta que, mesmo diante de recusas, haveria insistência e pressão psicológica sobre as vítimas.

Os investigadores afirmam que as famílias envolvidas não necessariamente estavam em situação de extrema pobreza, mas enfrentavam algum tipo de dificuldade financeira, o que era explorado pelo suspeito como forma de facilitar a aproximação.

O piloto, de 62 anos, com cerca de 30 anos de carreira na aviação — mais de duas décadas na LATAM Airlines — foi preso na última semana. A companhia informou o desligamento do profissional após a operação policial vir a público.

Além dele, a polícia prendeu a avó de duas adolescentes, suspeita de intermediar encontros. Uma terceira mulher também foi detida em flagrante por armazenar arquivos ilegais envolvendo menores. O caso corre sob segredo de Justiça.

A defesa do piloto declarou que não comentará o mérito das acusações por dever legal de sigilo. A polícia destaca que crimes contra crianças e adolescentes costumam gerar impactos emocionais prolongados nas vítimas e reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou pelo telefone 181.


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