Se o ovo de galinha sofre com o milho caro, o ovo de Páscoa enfrenta um vilão mais amargo

Jair Viana Publicado em 16/03/2025, às 19h34
Enquanto os consumidores ainda se recuperam do susto dos ovos de galinha — cujo preço subiu acima das expectativas do mercado, graças ao milho caro e insumos, a Páscoa deste ano promete uma reviravolta.
Se o ovo de galinha sofre com o milho caro, o ovo de Páscoa enfrenta um vilão mais amargo: o cacau, que quase triplicou de preço em um ano, segundo a FAO. Os números são de arrepiar até o pelo do coelho: alta de 189% no último ano, com picos de 282%. A justificativa? O clima decidiu brincar de "vou te desafiar" na África Ocidental, responsável por 70% da produção global. Chuvas torrenciais seguidas de secas transformaram plantações em cenários de filme apocalíptico, reduzindo a oferta de cacau a níveis que fariam Willy Wonka.
Para não assustar os consumidores com etiquetas de R$ 500 em um ovo de 100g, a indústria adotou táticas criativas:
Redução de tamanho. O ovo "família" agora cabe na palma da mão.
Reformulação de receitas. Mais açúcar, menos cacau. Ou, como dizem os experts: "chocolate de fantasia".
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