Foi discutido um "plano para a vitória" da Ucrânia

Gabriela Thier Publicado em 10/10/2024, às 17h38
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, realizou uma série de encontros diplomáticos pela Europa, culminando em uma reunião com o presidente francês, Emmanuel Macron, em Paris. Este esforço faz parte de uma estratégia para consolidar o apoio internacional antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Macron recebeu Zelensky no Palácio do Eliseu após o líder ucraniano ter mantido diálogos com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Londres. Durante esses encontros, foi discutido um "plano para a vitória" da Ucrânia na sua luta contra a invasão russa, que perdura desde fevereiro de 2022.
No encontro londrino, também esteve presente Mark Rutte, novo secretário-geral da Otan. Segundo declarações do governo ucraniano, o objetivo do plano é assegurar uma resolução justa para o conflito e garantir que a Ucrânia negocie em posição de força. Este esboço estratégico deverá ser detalhado em uma cúpula de paz programada para novembro, embora a data ainda não tenha sido confirmada.
Mark Rutte destacou a importância da defesa do Ocidente ao lado da questão ucraniana e reafirmou seu compromisso com a situação na Ucrânia após visita recente a Kiev. Zelensky segue agora para Roma, onde se encontrará com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e posteriormente será recebido pelo papa Francisco no Vaticano. A jornada europeia do presidente ucraniano terminará em Berlim, onde conversará com o chanceler Olaf Scholz. A Alemanha sinalizou possíveis reduções significativas na ajuda militar à Ucrânia até 2025.
Paralelamente, uma reunião dos parceiros militares de Kiev prevista para ocorrer na base de Ramstein, na Alemanha, foi postergada devido à permanência do presidente americano Joe Biden nos Estados Unidos para lidar com os impactos do furacão Milton. Esta alteração no cronograma representa um contratempo para Zelensky, especialmente considerando o potencial impacto das eleições americanas no apoio futuro à Ucrânia. O retorno de Donald Trump à presidência poderia significar uma redução desse suporte.
Durante sua visita pela Europa, Zelensky pretende reforçar os pedidos por armas e equipamentos militares essenciais em um momento crítico para seu país. Com o avanço contínuo das forças russas em Kiev e na frente oriental, há preocupações crescentes sobre a possível diminuição do auxílio ocidental, conforme apontado pelo Instituto Kiel.
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