Conteúdos com estética de brinquedos e narrativa de guerra somavam milhões de visualizações; vídeos seguem circulando em outras plataformas.

Redação Publicado em 16/04/2026, às 10h07
O YouTube suspendeu um canal vinculado a um grupo pró-Irã que produzia vídeos com inteligência artificial criticando o presidente dos EUA, Donald Trump, em meio a crescentes tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Os vídeos, que misturavam estética infantil com mensagens políticas, acumulavam milhões de visualizações e levantavam suspeitas sobre vínculos do grupo Explosive Media com o governo iraniano.
Apesar da remoção do canal por violação das regras da plataforma, o conteúdo ainda circula em outras redes sociais, destacando a dificuldade de moderação e o aumento da 'guerra informacional' em conflitos geopolíticos.
A plataforma YouTube suspendeu um canal ligado a um grupo pró-Irã que vinha ganhando grande repercussão internacional ao divulgar vídeos produzidos com inteligência artificial e direcionados contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O conteúdo, que misturava estética infantil com mensagens de propaganda política e militar, acumulou milhões de visualizações desde o início da escalada de tensão envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, registrada no fim de fevereiro.
Os vídeos eram atribuídos ao grupo Explosive Media, que se apresenta como independente, mas é alvo de suspeitas sobre possíveis vínculos com o governo iraniano. A estratégia de comunicação chamava atenção pelo uso de animações estilizadas, semelhantes a brinquedos, para retratar cenários de conflito e críticas diretas à política externa norte-americana.
Segundo o YouTube, a remoção do canal ocorreu por violação das regras da plataforma, especialmente aquelas relacionadas a práticas enganosas, spam e disseminação de conteúdo potencialmente manipulador. A suspensão foi efetivada no fim de março, mas só veio a público com maior repercussão nos últimos dias.
Apesar da exclusão, o material continua circulando em outras redes sociais, como o aplicativo Telegram e a plataforma X. Há também registros de perfis associados ao grupo ainda ativos em ambientes digitais, indicando uma migração da estratégia de divulgação.
Especialistas em comunicação digital avaliam que o episódio evidencia o crescimento da chamada “guerra informacional”, em que conteúdos produzidos com inteligência artificial são utilizados para influenciar percepções públicas durante conflitos geopolíticos.
O caso reacende o debate sobre os limites da moderação de conteúdo nas grandes plataformas e o desafio de identificar materiais manipulados em larga escala, especialmente em contextos de tensão internacional.
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