China pede solução rápida para conflito envolvendo o Irã e cobra reabertura de rotas marítimas

Julio Cezar Souza Publicado em 15/05/2026, às 08h02
O China afirmou nesta sexta-feira (15) que o conflito envolvendo o Irã “nunca deveria ter acontecido” e defendeu a continuidade do cessar-fogo na região, além da retomada das rotas marítimas afetadas pela guerra, especialmente no Estreito de Ormuz.
A declaração foi feita por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês após a reunião entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada em Pequim nesta quinta-feira (14).
Segundo o governo chinês, a trégua atual abriu espaço para negociações diplomáticas e não deve ser interrompida. O porta-voz afirmou que uma solução rápida seria benéfica não apenas para Irã e Estados Unidos, mas também para os países do Oriente Médio e para a estabilidade internacional.
Pequim também demonstrou preocupação com os impactos do conflito sobre o comércio global e pediu a normalização das operações marítimas na região do Golfo. O governo chinês destacou que a reabertura das rotas é importante para garantir estabilidade às cadeias globais de abastecimento e ao fluxo internacional de mercadorias.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e derivados. A guerra provocou redução significativa no tráfego marítimo da região e aumentou a preocupação de mercados internacionais com o abastecimento energético.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China, Xi Jinping e Donald Trump discutiram temas considerados prioritários para os dois países e também questões relacionadas ao cenário internacional.
Além da pauta geopolítica, os líderes avançaram em negociações comerciais durante os encontros em Pequim. Em entrevista à emissora Fox News, Trump afirmou que a China demonstrou interesse em ampliar a compra de petróleo norte-americano e aumentar as importações de produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo soja e milho.
Os dois presidentes voltaram a se reunir nesta sexta-feira no complexo político de Zhongnanhai, sede da liderança chinesa, para a continuidade das conversas diplomáticas e econômicas entre os países.
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