Reforma da previdência deve ser rejeitada por maioria no país

Gabriela Thier Publicado em 28/10/2024, às 17h26
Os recentes resultados das eleições presidenciais no Uruguaiindicam que a disputa deve se estender para um segundo turno. O candidato de centro-esquerda, Yamandu Orsi, deverá enfrentar o conservador Álvaro Delgado no próximo mês, uma vez que nenhum dos postulantes conseguiu alcançar a maioria absoluta necessária para assegurar a vitória no primeiro turno.
Com 60% das urnas apuradas, Orsi conquistou 41,5% dos votos, conforme dados divulgados oficialmente neste domingo (27). Delgado, por sua vez, obteve 28,69%, enquanto Andrés Ojeda, um conservador que ganhou destaque através das redes sociais, acumulou 16,8% dos votos. Ojeda já declarou seu apoio a Delgado, na tentativa de evitar um triunfo da esquerda.
Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos, um segundo turno está agendado para o dia 24 de novembro. Esta eleição uruguaia apresenta um cenário político relativamente moderado em comparação com outras nações latino-americanas, onde divisões entre direita e esquerda são frequentemente mais marcadas.
Além da escolha do presidente, os eleitores uruguaios também decidiram sobre seu futuro vice-presidente e novos membros do Parlamento. A população do país, que conta com aproximadamente 3,4 milhões de habitantes e é conhecida por suas praias atraentes e pela legalização da maconha, participou ainda de dois plebiscitos obrigatórios.
Esses plebiscitos abordavam temas cruciais: uma reforma previdenciária que propunha reduzir a idade de aposentadoria para 60 anos e uma medida para ampliar os poderes policiais no combate ao crime relacionado às drogas. Pesquisas de boca de urna sugerem que ambas as propostas foram rejeitadas pela população.
A reforma previdenciária de US$ 22,5 bilhões foi rejeitada por 61% dos eleitores, conforme apontam as pesquisas locais Cifra e Equipos Consultores. Tal decisão alivia preocupações entre investidores e políticos sobre possíveis impactos negativos na economia do país. Da mesma forma, o referendo sobre segurança não conseguiu obter o apoio necessário, recebendo menos de 40% de aprovação segundo a Equipos Consultores.
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