Data é comemorada em 24 de agosto

Agência Brasil Publicado em 22/08/2022, às 13h45
A capital da Ucrânia, Kiev, proibiu eventos públicos nesta semana, para comemorar a independência do regime soviético dominado pela Rússia. Sua segunda maior cidade, Kharkiiv, declarou toque de recolher devido à maior ameaça de ataque russo, de acordo com autoridades locais.

A Ucrânia disse que a Rússia disparou foguetes contra várias cidades do Sul, ao norte e oeste da maior usina nuclear da Europa - Zaporizhia -, capturada por forças russas logo após invadirem a Ucrâniaem fevereiro.
Os disparos de artilharia e foguetes na região do complexo do reator nuclear, margem sul do Rio Dnipro, ocupada pelos russos, têm provocado temores de um desastre nuclear e levado a pedidos de desmilitarização da área.
A Rússia lançou o que chama de "operação militar especial"em 24 de fevereiro, para desmilitarizar o país vizinhos e proteger as comunidades de língua russa. A Ucrânia e seus apoiadores ocidentais acusam Moscou de travar uma guerra de conquista ao estilo imperial.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, alertou, no fim de semana, sobre o risco de ataques mais severos antes do 31º aniversário, na quarta-feira (24), da independência ucraniana do regime soviético dominado pela Rússia.
Autoridades locais em Kiev proibiram grandes eventos públicos, comícios e outras atividades, de segunda a quinta-feira, devido à possibilidade de ataques com foguetes, de acordo com documento publicado pela administração militar de Kiev e assinado por seu chefe Mykola Zhyrnov.
Ihor Terekhov, prefeito de Kharkiv, no Nordeste, que está sob bombardeio russo frequente de longo alcance, estendeu o toque de recolher noturno, estabelendo o horário das 16h às 7h, de terça a quinta-feira.
Na cidade portuária de Mykolaiv, perto do território ocupado pela Rússia ao Sul, o governador regional Vitaly Kim disse que as autoridades estão preparando ordem de precaução, para que os moradores trabalhem em casa na terça e quarta-feira, e não se reúnam em grandes grupos.
Zelenskiy, em sua live diária, afirmou que Moscou poderá tentar "algo particularmente feio" no período que antecede a quarta-feira, que também marca seis meses da invasão russa.
Ele disse que discutiu "todas as ameaças" com seu colega francês, Emmanuel Macron, e que a mensagem também foi enviada a outros líderes, incluindo o presidente turco, Tayyip Erdogan, e o secretário-geral da ONU, António Guterres.
"Todos os parceiros da Ucrânia foram informados sobre o que o Estado terrorista pode preparar para esta semana", declarou Zelenskiy.
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