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Trump quebra o silêncio e parte em defesa de Bolsonaro: “Líder respeitado”

Em carta, presidente dos EUA expressa preocupação com o tratamento de Bolsonaro e critica o sistema judicial brasileiro

Trump classifica o julgamento de Bolsonaro como uma afronta à justiça e pede o fim do processo - Imagem: Reprodução / PR / Alan Santos
Trump classifica o julgamento de Bolsonaro como uma afronta à justiça e pede o fim do processo - Imagem: Reprodução / PR / Alan Santos

William Oliveira Publicado em 18/07/2025, às 10h59


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou seu apoio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) em uma carta enviada na quinta-feira (17), na qual expressa preocupação com o que considera um “tratamento terrível” infligido a Bolsonaro por um “sistema injusto”, solicitando que o julgamento seja encerrado imediatamente.

Trump afirmou estar acompanhando de perto os desdobramentos políticos no Brasil e criticou o processo judicial contra Bolsonaro, classificando-o como “uma afronta à justiça”, com a frase: “Este julgamento deve terminar imediatamente!”.

Confira a carta:

Além disso, Trump elogiou Bolsonaro por sua liderança e base de apoio popular: “Você foi um líder altamente respeitado e forte, que serviu bem ao seu país”.

O republicano também criticou o governo atual, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de atacar a liberdade de expressão tanto no Brasil quanto nos EUA. Trump afirmou já ter manifestado sua desaprovação por meio de declarações públicas e de sua decisão de impor tarifas — ele ameaçou elevar impostos sobre produtos brasileiros em até 50% caso o processo contra Bolsonaro não seja abandonado.

No encerramento da carta, Trump afirmou: “É meu sincero desejo que o Governo do Brasil mude de rumo, pare de atacar opositores políticos e ponha fim a esse regime de censura ridículo. Estarei observando de perto.”

Em resposta, Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo nas redes sociais na noite de quinta-feira, agradecendo: “Conte com minha eterna gratidão”. Ele também afirmou ser vítima de perseguição política e defendeu seu argumento de que o julgamento do STF mira sua exclusão do processo eleitoral de 2026.

Bolsonaro alegou que está sendo acusado de um suposto golpe de Estado ocorrido “em um domingo, sem tropas ou armas, enquanto eu estava nos Estados Unidos”, classificando a acusação como “incrível” e “um crime inexistente”.


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