Diário de São Paulo
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Trump diz estar “muito perto” de acordo para encerrar guerra em Gaza

Plano dos EUA prevê libertação de reféns e reconstrução de Gaza, mas Netanyahu mantém postura firme contra o Hamas

Guerra em Gaza: Trump otimista, Netanyahu não cede no conflito - Imagem: Reprodução
Guerra em Gaza: Trump otimista, Netanyahu não cede no conflito - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 28/09/2025, às 10h57


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28), que existe “uma chance real de grandeza no Oriente Médio”, dias depois de afirmar que estava próximo de fechar um acordo para encerrar a guerra em Gaza.

Temos uma chance real de alcançar a grandeza no Oriente Médio. Todos estão a bordo para algo especial, inédito na história. Vamos conseguir”, escreveu Trump em sua conta na plataforma Truth Social.

A declaração reforça o otimismo do republicano em relação a um desfecho diplomático, enquanto o conflito se aproxima de completar dois anos.

EUA propõem plano de paz para Gaza

O governo Trump apresentou oficialmente um plano de paz de 21 pontos para Gaza, no último sábado (27), após reuniões com líderes árabes durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

A proposta prevê a libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas em até 48 horas após a assinatura de um acordo, e estabelece um roteiro para a reconstrução e administração do território após o conflito, incluindo a desmilitarização de Gaza e a implementação de um governo interino liderado por palestinos e especialistas internacionais.

Israel mantém postura firme diante do Hamas

Apesar do otimismo norte-americano, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, manteve postura firme. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, ele reafirmou que a guerra continuará até que o Hamas seja completamente derrotado e exigiu a libertação imediata dos reféns sequestrados durante o ataque do dia 7 de outubro de 2023.

Netanyahu detalhou suas exigências para o fim do conflito: desmilitarização de Gaza, manutenção do controle de segurança por Israel e estabelecimento de uma autoridade civil pacífica pelos palestinos e outros comprometidos com a paz.

Não nos esquecemos de vocês, nem por um segundo. O povo de Israel está com vocês. Não vacilaremos e não descansaremos até trazermos todos vocês para casa”, declarou Netanyahu, citando os reféns nominalmente.

Entenda o conflito

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque terrorista contra Israel, matando 1.200 pessoas e sequestrando 251 reféns. Em resposta, tropas israelenses iniciaram uma grande ofensiva terrestre e aérea, com o objetivo de resgatar os reféns e enfraquecer o comando do grupo radical.

O conflito resultou na devastação de Gaza e no deslocamento de cerca de 1,9 milhão de pessoas, equivalente a mais de 80% da população palestina, segundo a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos). Desde o início da guerra, pelo menos 65 mil palestinos morreram, de acordo com o Ministério da Saúde local.

Enquanto o conflito persiste, a situação humanitária na região piora a cada dia. A escassez de alimentos e a dificuldade na entrada de assistência geram relatos diários de pessoas morrendo por fome, enquanto o prolongamento da guerra aumenta a pressão internacional por um cessar-fogo e soluções diplomáticas.


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