O suspeito Elias Rodríguez, que não tinha antecedentes criminais, confessou o crime e fez declarações políticas durante a abordagem policial

Gabriela Thier Publicado em 22/05/2025, às 15h52
Na noite desta quarta-feira (21), um trágico incidente ocorreu nas proximidades do Museu Judaico em Washington D.C., onde dois funcionários da Embaixada de Israel nos Estados Unidos foram fatalmente baleados. O governo dos EUA declarou que o ataque é tratado como um crime motivado por antissemitismo.
As vítimas, identificadas como Sarah Milgram e Yaron Lischinsky, formavam um casal e estavam deixando um evento realizado no museu no momento em que foram atacados, segundo informações fornecidas pela polícia local.
Poucos minutos após o crime, Elias Rodríguez foi detido sob suspeita de ser o autor dos disparos. Testemunhas relataram que ele fez declarações políticas ao ser abordado pelas autoridades, gritando "Palestina livre". Uma das presentes no evento, a designer Katie Kalisher, de 29 anos, afirmou que Rodríguez chegou a entrar no museu após os disparos e confessou sua responsabilidade durante uma breve conversa.
"Ele disse: 'Eu fiz isso, eu fiz isso por Gaza'", relatou Kalisher. De acordo com a polícia, o suspeito não possui antecedentes criminais e permanecerá sob custódia enquanto as investigações prosseguem. A Secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, também confirmou que uma investigação sobre o incidente está em andamento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua indignação e condenou o ato, enfatizando que os assassinatos motivados por antissemitismo são inaceitáveis. "Esses horríveis assassinatos em D.C., claramente motivados por antissemitismo, precisam acabar agora! O ódio e o radicalismo não têm lugar nos EUA", declarou Trump.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, manifestou sua surpresa e repulsa diante do ato violento. O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, descreveu o tiroteio como um "ato de terrorismo antissemita perverso". Diversos líderes internacionais também se pronunciaram contra a violência.
Em um contexto mais amplo, a situação na Faixa de Gaza se deteriorou ainda mais devido ao recente agravamento do conflito entre Israel e Hamas. A escalada militar foi anunciada pelo governo israelense com a intenção de resgatar reféns mantidos pelo grupo terrorista.
Além disso, Netanyahu começou a permitir a entrada parcial de ajuda humanitária na região esta semana, após um longo período de bloqueio que gerou uma grave crise alimentar. Segundo a ONU, cerca de 14 mil crianças estão em risco de morte por fome em Gaza; nesta quinta-feira, o ministro da Saúde palestino informou que 29 delas já faleceram devido à escassez de alimentos.
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