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Efeito Estufa

Terra registra recorde de calor em janeiro

Média global alcançou 13,23°C, o que representa um aumento de 1,71°C em relação aos níveis pré-industriais, registrados entre 1850 e 1900

Terra registra recorde de calor em janeiro - Imagem: Reprodução / Freepik
Terra registra recorde de calor em janeiro - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 06/02/2025, às 09h51


Um novo marco de temperatura foi estabelecido no planeta, conforme indicam os dados divulgados pelo observatório europeu Copernicus nesta quinta-feira (6). Em janeiro, a temperatura média global alcançou 13,23°C, o que representa um aumento de 1,71°C em relação aos níveis pré-industriais, registrados entre 1850 e 1900. Esse crescimento significativo nas temperaturas coincide com a intensificação das emissões de gases de efeito estufa impulsionadas pela industrialização.

O relatório destaca que este foi o 18º mês dos últimos 19 em que a média global de temperatura superou a marca de 1,5°C em comparação ao período pré-industrial. Além disso, a temperatura média de janeiro deste ano foi superior em 0,79°C à média do mesmo mês entre 1991 e 2020.

A Europa se destacou ao registrar o segundo janeiro mais quente já documentado. A região sul e leste do continente apresentaram as maiores anomalias térmicas, especialmente na Rússia ocidental. Em contrapartida, áreas como Islândia, Reino Unido e Irlanda, bem como partes do norte da França e da Escandinávia, observaram temperaturas abaixo da média para esta época do ano.

Fora da Europa, o nordeste do Canadá também reportou temperaturas significativamente elevadas. Regiões na África, América do Sul e Austrália experimentaram calor acima da média, sendo que a Austrália registrou seu segundo janeiro mais quente desde 1910. No Ártico, o gelo marinho atingiu sua menor extensão histórica para o mês.

Samantha Burgess, integrante da equipe do Copernicus, expressou surpresa com os resultados de janeiro. Ela ressaltou que o mês não apenas manteve os altos índices de temperatura observados nos dois anos anteriores, mas o fez mesmo diante das condições de La Niña no Pacífico tropical e de um efeito temporário que poderia ter resfriado as temperaturas globais.


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