Presidente russo afirma que tropas enfrentam “força agressiva” apoiada pelo bloco militar ocidental enquanto cessar-fogo anunciado por Donald Trump amplia pressão internacional sobre o conflito.

Ana Beatriz Publicado em 09/05/2026, às 16h21
Durante as celebrações do Dia da Vitória em Moscou, Vladimir Putin reforçou seu apoio à guerra na Ucrânia, descrevendo os militares russos como defensores contra uma 'força agressiva' apoiada pela OTAN. O discurso, que associou a atual ofensiva ao legado da Segunda Guerra Mundial, ocorreu em um contexto de crescente tensão militar e diplomática.
Putin expressou confiança na vitória da Rússia, afirmando que a causa é justa e que a memória da vitória sobre a Alemanha nazista inspira os soldados atuais. A cerimônia foi reduzida devido a preocupações de segurança e ao risco de ataques ucranianos, refletindo o impacto da guerra na sociedade russa.
O evento deste ano, que é o mais importante feriado patriótico da Rússia, foi marcado por um desfile militar que simboliza a força do país, enquanto o Kremlin enfrenta sanções econômicas e pressão diplomática. A situação atual destaca a complexidade do conflito e a necessidade de negociações, especialmente após o anúncio de um novo cessar-fogo pelos Estados Unidos.
O presidente da Vladimir Putin utilizou as celebrações do Dia da Vitória, neste sábado, em Moscou, para reforçar o discurso de defesa da guerra contra a Ucrânia e elevar o tom contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Em uma cerimônia reduzida e cercada por forte esquema de segurança, Putin afirmou que os militares russos estão enfrentando uma “força agressiva” apoiada por todo o bloco ocidental.
Durante discurso de cerca de oito minutos, o líder russo associou diretamente a atual ofensiva militar ao legado soviético na Segunda Guerra Mundial, usando a memória da vitória contra a Alemanha nazista como símbolo de legitimidade para a chamada “operação militar especial”, termo utilizado pelo Kremlin para se referir à guerra iniciada em fevereiro de 2022.
“O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam”, declarou Putin.
O presidente russo também afirmou que acredita na vitória de Moscou no conflito.
“Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre”, acrescentou.
A cerimônia deste ano ocorreu em meio ao aumento da tensão militar e diplomática envolvendo Rússia, Ucrânia e potências ocidentais. O evento foi realizado em formato reduzido, com duração aproximada de 45 minutos, diante de preocupações relacionadas à segurança e ao risco de novos ataques ucranianos em território russo.
O discurso também aconteceu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciar um novo cessar-fogo envolvendo negociações relacionadas ao conflito. O movimento elevou a pressão internacional por uma possível redução das hostilidades, embora não haja confirmação concreta de avanço definitivo nas tratativas.
O Dia da Vitória é considerado o feriado patriótico mais importante da Rússia. A data marca a derrota da Alemanha nazista pela antiga União Soviética na Segunda Guerra Mundial e homenageia os cerca de 27 milhões de soviéticos mortos durante o conflito, incluindo milhões de ucranianos que integravam a então URSS.
Nos últimos anos, o Kremlin intensificou o uso simbólico da data para fortalecer o nacionalismo russo e consolidar apoio interno à guerra. O desfile militar na Praça Vermelha passou a funcionar também como demonstração de força política e militar diante do Ocidente.
A redução do evento neste ano evidencia o impacto direto da guerra na própria rotina russa. Além das preocupações com segurança, o país enfrenta sanções econômicas internacionais, desgaste militar prolongado e aumento da pressão diplomática global desde o início da invasão da Ucrânia.
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