Mesmo após autorização temporária dos Estados Unidos para compra de barris russos, preços seguem elevados e acumulam alta de cerca de 40% desde o início de 2026.

Redação Publicado em 13/03/2026, às 11h03
O preço do petróleo superou US$ 100 por barril, impulsionado por tensões no Oriente Médio e preocupações com interrupções no fornecimento global de energia, refletindo uma alta de 40% desde o início de 2026.
A volatilidade dos preços é exacerbada por ameaças ao Estreito de Ormuz e a recente autorização dos EUA para a compra de petróleo russo retido, que busca aliviar a pressão no mercado global.
Em resposta ao aumento, o governo brasileiro zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e implementou um imposto de 12% sobre exportações de petróleo, visando mitigar o impacto nos preços internos e compensar a perda de arrecadação.
O preço do petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta sexta-feira (13), impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pelos temores de interrupções no fornecimento global de energia.
No mercado internacional, o Brent, principal referência global, era negociado a cerca de US$ 100,30, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, estava próximo de US$ 95,98.
A escalada ocorre após semanas de forte valorização da commodity. Desde o início de 2026, o petróleo já acumula alta de aproximadamente 40%, saindo de patamares próximos a US$ 60 por barril para níveis que não eram registrados desde meados de 2022.
Nesta sexta-feira, os preços chegaram a recuar momentaneamente após o governo dos Estados Unidos autorizar temporariamente a compra de petróleo russo que estava retido em alto-mar.
A autorização, concedida pelo Tesouro americano, permite que países adquiram carregamentos de petróleo e derivados russos já embarcados até quinta-feira (12). A licença tem validade de 30 dias, até 11 de abril, e busca reduzir a pressão no mercado global de energia.
Mesmo assim, analistas afirmam que o mercado continua altamente sensível às notícias relacionadas à guerra no Oriente Médio, principalmente após ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do comércio mundial de petróleo.
Segundo especialistas do mercado financeiro, a sequência de eventos na região tem provocado forte volatilidade nos preços da energia e nos mercados internacionais.
Além disso, a disparada do petróleo reacendeu preocupações sobre inflação global e política de juros em grandes economias.
Investidores passaram a revisar expectativas sobre cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos. Agora, o mercado projeta uma redução menor nas taxas do Federal Reserve, o banco central americano, ao longo do ano.
No Brasil, o aumento do petróleo já mobilizou o governo federal, que anunciou medidas para evitar um impacto direto no preço do diesel.
Entre as ações, foi decidido zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, além de criar uma subvenção para produtores e importadores do combustível.
Segundo estimativas do governo, a medida pode reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel no país.
Para compensar a perda de arrecadação, o governo também anunciou um imposto de 12% sobre exportações de petróleo, buscando capturar parte dos ganhos extras obtidos pelas empresas do setor.
Especialistas avaliam que, caso o conflito no Oriente Médio se prolongue ou afete rotas estratégicas de energia, os preços do petróleo podem continuar subindo, pressionando combustíveis, inflação e crescimento econômico em diversos países.
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