O diagnóstico revela infecção polimicrobiana das vias respiratórias

Gabriela Thier Publicado em 18/02/2025, às 14h46
O Vaticano divulgou informações atualizadas sobre a saúde do papa Francisco, que se encontra hospitalizado desde a última sexta-feira (14), em razão de uma infecção respiratória. Segundo o comunicado oficial, o pontífice teve uma "noite tranquila", mas teve seus compromissos para o final de semana cancelados, indicando que a alta hospitalar pode não ocorrer em breve.
Em nota emitida na terça-feira, 18 de fevereiro, a Santa Sé confirmou o cancelamento da audiência jubilar marcada para o dia 22 e informou que o papa não poderá presidir a missa dominical. A ausência do líder católico em atividades programadas se torna evidente no quinto dia de sua internação no Hospital Gemelli, em Roma.
Não foram fornecidas informações claras sobre a possibilidade de Francisco realizar a tradicional oração do Angelus no próximo domingo. Vale lembrar que, no último domingo (9), ele também não esteve presente na cerimônia. No entanto, há registros anteriores de que o papa conseguiu recitar essa oração mesmo estando internado.
O diagnóstico recente do Vaticano revelou que Francisco apresenta uma "infecção polimicrobiana das vias respiratórias", com um "quadro clínico complexo", sugerindo que sua permanência no hospital se estenderá até pelo menos quarta-feira, quando estava programada uma audiência geral também cancelada.
Matteo Bruni, porta-voz da Santa Sé, atualizou os jornalistas sobre o estado de saúde do papa argentino, classificando-o como estável. De acordo com Bruni, após uma noite tranquila, Francisco já havia tomado café da manhã e lido alguns jornais, uma rotina habitual para ele.
A recente hospitalização do papa marca sua quarta internação nos últimos quatro anos e reacende discussões sobre sua saúde, especialmente em um ano jubilar repleto de eventos significativos para a Igreja Católica, muitos dos quais contariam com sua presença. O Vaticano enfatizou que o pontífice tem se sentido tocado pelas inúmeras mensagens de carinho e apoio recebidas.
Desde sua ascensão ao papado em 2013, Francisco tem deixado claro que consideraria a possibilidade de renunciar caso sua saúde comprometesse suas funções. Esta questão ganhou relevância desde que seu antecessor, Bento XVI, fez história ao abdicar do cargo devido a problemas de saúde.
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