Segundo o Comitê de Investigação russo, o general Igor Kirillov e um assessor morreram na madrugada desta terça-feira (17) após uma explosão

William Oliveira Publicado em 17/12/2024, às 11h25
O chefe das Forças de Defesa Nuclear, Biológica e Química da Rússia, general Igor Kirillov, morreu na madrugada desta terça-feira (17) após uma explosão em Moscou. O Comitê de Investigação russo confirmou a informação, acrescentando que um assessor do general também perdeu a vida no ataque.
As investigações preliminares indicam que a explosão foi provocada por um dispositivo colocado em uma scooter próxima à entrada de um prédio residencial na Avenida Ryazansky, nas proximidades da residência de Kirillov. Acredita-se que a bomba tenha sido detonada à distância.
"O dispositivo foi projetado de uma forma que implica que a explosão teve um alvo específico. Investigadores e criminologistas operacionais estão trabalhando no local. Ações de investigação e medidas de busca operacional estão sendo realizadas para estabelecer todas as circunstâncias do crime", afirmou a porta-voz do Comitê, Svetlana Petrenko.
A Ucrânia é apontada como a principal suspeita pelo atentado, com informações divulgadas tanto pela mídia russa quanto pela ucraniana. A acusação surge após, na véspera do ataque, o Serviço de Segurança da Ucrânia ter responsabilizado Kirillov pelo uso de armas químicas proibidas durante a ofensiva militar russa no território ucraniano, iniciada em fevereiro de 2022.
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