Processo busca impedir divulgação de vídeo pornográfico de abuso ocorrido em 2001

Sabrina Oliveira Publicado em 25/09/2024, às 09h25
Uma nova denúncia desestabiliza a carreira de Sean Diddy Combs, um dos maiores nomes do hip-hop. Thalia Graves, uma cidadã americana de 47 anos, entrou com uma ação contra o rapper no tribunal de Nova York, acusando-o de estupro, em um caso que remonta a 2001. A ação é mais um dos muitos processos que o artista, agora com 54 anos, enfrenta, incluindo acusações de tráfico sexual e extorsão.
Segundo o relato de Thalia, o incidente ocorreu quando ela tinha 25 anos e foi convidada para uma reunião de negócios no estúdio de Diddy, em Manhattan. Ele ofereceu uma carona e uma taça de vinho antes de chegarem ao local. Pouco depois de se acomodar no estúdio, ela perdeu a consciência. Quando acordou, estava nua, com as mãos amarradas, sendo violentada por Diddy e seu segurança, Joseph Sherman. Mesmo com seus pedidos de ajuda, ambos continuaram os abusos.
Thalia relatou que perdeu a consciência novamente e, ao acordar sozinha, fugiu do local com a ajuda de um motorista conhecido da família. Ele a levou ao hospital, onde foi aconselhada a denunciar o crime. No entanto, com medo das possíveis represálias do poderoso músico, Thalia optou por se manter em silêncio por mais de 20 anos.
O que motivou Thalia a entrar com o processo agora foi a descoberta de que o estupro foi gravado por Diddy e distribuído como material pornográfico. Além de buscar indenização pelos danos físicos e emocionais, o processo visa impedir a divulgação do vídeo.
Nos últimos anos, Diddy tem sido alvo de diversas denúncias de abuso. Em 2023, sua ex-namorada Cassie Ventura o acusou de estupro e violência física. Embora inicialmente ele tenha negado, acabou confessando sua culpa depois que imagens de câmeras de segurança confirmaram o ataque em um hotel em Los Angeles. Esse caso desencadeou uma série de outras acusações contra o rapper, envolvendo coerção, tráfico sexual e abuso de menores.
Diddy foi preso em setembro de 2023 por tráfico sexual, acusado de operar um esquema em que drogava e forçava vítimas a participar de orgias filmadas, conhecidas como "Freak Offs". As gravações eram usadas para chantagear as vítimas e garantir seu silêncio.
Atualmente, Diddy permanece preso, com a fiança negada pelo juiz Andrew L. Carter, que considerou insuficientes as medidas sugeridas pela defesa, como monitoramento por GPS e visitas limitadas. As investigações continuam
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