Michel Barnier renunciou após a Assembleia Nacional aprovar uma moção de censura

Gabriela Thier Publicado em 05/12/2024, às 15h24
O primeiro-ministro da França, Michel Barnier, apresentou sua renúncia ao presidente Emmanuel Macron na manhã desta quinta-feira (5), em resposta à aprovação de uma moção de censura pela Assembleia Nacional. A decisão foi formalizada após uma reunião de cerca de uma hora no Palácio do Eliseu.
A moção de censura, aprovada um dia antes, contou com o apoio dos partidos de extrema-direita União Nacional e da coalizão de esquerda Nova Frente Popular, somando 331 votos favoráveis. O número superou o mínimo necessário de 288 votos dentre os 577 membros da Assembleia Nacional para que a moção fosse aprovada.
Barnier deixa o cargo apenas nove semanas após ter assumido a função de primeiro-ministro, marcando um dos mandatos mais curtos na história da Quinta República Francesa. Este evento representa a segunda ocasião em que um governo é derrubado por uma moção de censura no Parlamento francês desde a queda do governo de Georges Pompidou em 1962.
A situação se desenrolou após Barnier ter recorrido ao artigo 49.3 da Constituição para aprovar o orçamento da segurança social sem a realização de uma votação parlamentar na última segunda-feira (2). A manobra provocou indignação entre os partidos opositores, culminando nas ações que resultaram na moção de censura bem-sucedida.
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