Nesta terça-feira (28), o presidente francês também informou um plano de revitalização museu, afim de proporcionar uma experiência mais tranquila aos visitantes

William Oliveira Publicado em 29/01/2025, às 12h54
Nesta terça-feira (28), o presidente francês, Emmanuel Macron, apresentou um audacioso plano de revitalização do Museu do Louvre, que inclui a criação de uma nova sala dedicada à icônica pintura Mona Lisa. A iniciativa visa proporcionar uma experiência mais tranquila aos visitantes, além de aliviar o fluxo intenso de pessoas concentrado na famosa pirâmide de vidro do museu.
De acordo com Macron, a nova exposição da obra-prima de Leonardo da Vinci permitirá que ela seja apreciada de forma independente, em um ambiente que reflita seu verdadeiro valor. O presidente ressaltou que essa mudança possibilitará aos visitantes contemplar a pintura "com mais calma", longe das multidões que normalmente a cercam.
O Louvre, que recebe cerca de 30 mil visitantes diariamente para ver a Mona Lisa, enfrentou desafios com as grandes aglomerações que tornam a experiência desconfortável. O diretor do museu, Laurence des Cars, concordou com a necessidade de reforma, observando que outras obras-primas, como "O Casamento em Caná" de Paolo Veronese, frequentemente ficam ofuscadas pela fama da Mona Lisa.
A nova sala faz parte de um projeto mais amplo de expansão do museu, que incluirá áreas subterrâneas semelhantes às já existentes sob a pirâmide. Uma nova entrada será construída no pátio conhecido como Cour Carrée, especificamente na Colunata Perrault. O plano foi descrito por Macron como um renascimento do Louvre, com previsão de conclusão até 2031.
O diretor do museu alertou à Ministra da Cultura, Rachida Dati, sobre os problemas enfrentados, como o deterioramento das instalações e equipamentos técnicos ultrapassados, além de preocupações com a flutuação de temperatura que afeta a conservação das obras.
Desde a última grande reforma, há quarenta anos, quando foi inaugurada a pirâmide de vidro, o Louvre viu seu número de visitantes anuais mais que dobrar. Em 2024, o museu registrou 8,7 milhões de visitantes, e quase 10 milhões antes da pandemia de COVID-19, com 70% desse público composto por estrangeiros.
A crescente demanda por segurança e as mudanças climáticas são novos desafios que o museu precisará enfrentar. Para financiar as reformas, está previsto um aumento no preço dos ingressos para turistas fora da União Europeia, que deverá ser implementado em 1º de janeiro de 2026. Embora Macron não tenha revelado o novo valor exato, fontes próximas ao governo indicaram que pode ser em torno de 30 euros — um aumento em relação ao atual valor de 22 euros para visitantes em geral.
Embora o custo total do projeto ainda não tenha sido especificado por Macron, estimativas na imprensa local sugerem que a revitalização poderá custar entre 700 milhões e 800 milhões de euros. Quando as reformas forem finalizadas em 2031, espera-se que o Louvre receba até 12 milhões de visitantes anualmente.
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