O chefe supremo dos talibãs, mulá Hibatullah Akhundzada, ordenou às suas tropas que "não castiguem" funcionários do governo afegão deposto, depois que várias

Redação Publicado em 30/12/2021, às 00h00 - Atualizado às 14h19
O chefe supremo dos talibãs, mulá Hibatullah Akhundzada, ordenou às suas tropas que “não castiguem” funcionários do governo afegão deposto, depois que várias organizações de direitos humanos acusaram o regime islâmico de violência e de execuções sumárias.
O porta-voz do Talibã, Mohammad Naeem, afirmou que o mulá disse o seguinte: “Respeitem minha anistia e não castiguem os funcionários do regime precedente por seus crimes do passado”.
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Uma bandeira do Talibã é colocada na frente de uma motocicleta em Cabul, Afeganistão, em foto de 28 de setembro de 2021 — Foto: Bernat Armangue/AP
O mulá não é visto em público, filmado, ou fotografado há anos. De acordo com Naeem, o líder pronunciou-se na noite de quarta-feira (29) diante de autoridades afegãs em Kandahar, um reduto do Talibã.
Essas declarações foram dadas após a divulgação de um vídeo nas redes sociais no qual dois combatentes talibãs são vistos agredindo um ex-oficial do exército.
O emirado islâmico (nome que os talibãs deram ao seu regime) anunciou que um dos soldados seria punido.
Ao retomar o poder em meados de agosto deste ano, o Talibã decretou uma anistia geral. Apesar da promessa, a ONU e as ONGs Anistia Internacional e Human Rights Watch relataram “acusações confiáveis” de execuções sumárias e desaparecimentos forçados de mais de 100 ex-policiais e agentes de Inteligência.
Várias dezenas de mulheres afegãs protestaram nas ruas de Cabul, na terça-feira (28), para exigir que seus direitos sejam respeitados e pelo fim dos “assassinatos” de membros do antigo governo. Foram rapidamente dissolvidas pelos talibãs.
Em seu discurso, Hibatullah Akhundzada também pediu às autoridades locais e aos líderes tribais que garantam que os afegãos não deixem o país.
“Os afegãos não são respeitados em outros países, motivo pelo qual nenhum afegão deveria ir embora”, afirmou.
Milhares tentam ir embora, fugindo do novo regime e da crescente crise humanitária do país, privado de ajuda internacional desde o retorno dos talibãs e da saída das tropas americanas e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
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G1
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