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Guerra

Israel volta a intensificar bombardeios em Gaza após libertação de refém

Ataques direcionados a hospitais em Khan Younis geram pânico entre civis, com relatos de caos e desespero

Ataques direcionados a hospitais em Khan Younis geram pânico entre civis, com relatos de caos e desespero - Imagem: Reprodução / X / @AndreJanonesMG
Ataques direcionados a hospitais em Khan Younis geram pânico entre civis, com relatos de caos e desespero - Imagem: Reprodução / X / @AndreJanonesMG

Gabriela Thier Publicado em 14/05/2025, às 17h02


Após um breve intervalo nas hostilidades que possibilitou a libertação do refém israelense-americano Edan Alexander, as forças armadas de Israel iniciaram novos bombardeios em hospitais e áreas adjacentes à Faixa de Gaza, resultando na morte de dezenas de civis. Ao final da terça-feira (13), o governo israelense emitiu ordens para a evacuação de diversas localidades no norte da região, alertando sobre ataques iminentes em resposta ao lançamento de mísseis a partir dessa área.

As ações militares mais recentes, que ocorreram logo após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter declarado que o Exército entraria "com força total" em Gaza, causaram pelo menos 28 mortes até o momento. Este recrudescimento dos confrontos seguiu uma pausa temporária para a libertação do jovem Edan, de 21 anos, e se intensificou com bombardeios direcionados a dois hospitais em Khan Younis, que, segundo autoridades israelenses, serviriam como centros operacionais do Hamas.

A mídia local sugere que os ataques têm como alvo Mohammed Sinwar, atual líder do Hamas e irmão de Yahya Sinwar, ex-líder do grupo que foi morto em uma operação militar anterior. No entanto, o Hamas nega veementemente a utilização de instalações hospitalares e outros bens civis para atividades militares.

"Todos os presentes no Hospital Europeu estavam em pânico. Alguns se moviam com dificuldade, enquanto outros gritavam por seus filhos ou eram transportados em camas", relatou Amro Tabash, fotógrafo local, à agência AFP.

Outro ataque, que atingiu o Hospital Nasser em Gaza, visava "elementos significativos do Hamas", incluindo o jornalista palestino Hassan Aslih. Israel acusa Aslih de estar envolvido nos ataques ocorridos em 7 de outubro de 2023, durante os quais ele teria documentado e disseminado imagens de atos violentos cometidos pelo Hamas contra alvos israelenses. Na noite anterior aos novos ataques, as forças israelenses ordenaram a evacuação de várias áreas no norte da Faixa de Gaza.

O porta-voz militar israelense alertou pela rede social sobre os próximos ataques: "Este é o último aviso antes da ofensiva! [O Exército] irá atingir com total força a região de onde foram lançados os mísseis. Para sua segurança, dirijam-se imediatamente aos abrigos conhecidos na cidade de Gaza".

As Forças Armadas israelenses também relataram a interceptação de dois mísseis lançados da Faixa de Gaza e informaram que um terceiro caiu em uma área desabitada. Esta foi uma rara ocorrência desde que Israel reatou suas operações militares na região.

Em resposta às hostilidades, o braço armado da Jihad Islâmica confirmou ter disparado mísseis contra várias localidades no sul de Israel logo após os anúncios das forças israelenses sobre as interceptações realizadas.

No dia seguinte à libertação do refém Edan Alexander, Netanyahu reafirmou sua determinação: "Nos próximos dias, iremos entrar com força total para finalizar a operação". O primeiro-ministro enfatizou que a operação militar só seria considerada completa quando o Hamas fosse totalmente eliminado. "Não haverá qualquer circunstância sob a qual vamos interromper a guerra", afirmou Netanyahu. "Um cessar-fogo temporário poderá ocorrer, mas nossa intenção é seguir até o fim".


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