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Israel retoma bombardeios no sul do Líbano e tensão cresce apesar de cessar-fogo

Investida militar deixou mortos e feridos, segundo autoridades libanesas, ampliando incertezas sobre a trégua

Investidas militares atingiram localidades do sul libanês após alertas de evacuação - Imagem: Kawnat HAJU/AFP
Investidas militares atingiram localidades do sul libanês após alertas de evacuação - Imagem: Kawnat HAJU/AFP

Lívia Gennari Publicado em 26/04/2026, às 17h33


O Exército de Israel realizou novos ataques aéreos no sul do Líbano neste domingo (26), ampliando a instabilidade na fronteira mesmo com o cessar-fogo firmado com o Hezbollah, que foi prorrogado até a segunda quinzena de maio. Antes da ofensiva, militares israelenses emitiram alertas para que moradores deixassem sete cidades e vilarejos da região.

Entre as localidades citadas estavam Mifdoun, Shaqra, Yahmar al-Shaqif, Arnoun, Zawtar El-Charkiyeh, Zawtar El-Gharbiyeh e Kfar Tibnit. Em comunicado, Israel orientou a população a se afastar ao menos um quilômetro das áreas indicadas, alegando risco iminente de operações militares.

Segundo a agência estatal libanesa ANI, aviões israelenses atingiram Kfar Tibnit, uma das áreas mencionadas no aviso prévio. O Ministério da Saúde do Líbano informou que ao menos 14 pessoas morreram e outras 37 ficaram feridas nos ataques registrados ao longo do dia.

As Forças Armadas israelenses afirmaram que a ação foi motivada por sucessivas violações do cessar-fogo atribuídas ao Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e com forte atuação no sul libanês. Pelo acordo firmado em abril, Israel sustenta que pode agir militarmente caso considere haver ameaças à sua segurança.

Durante reunião de gabinete em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel seguirá atuando para proteger soldados e comunidades próximas à fronteira. Já o Hezbollah afirmou que continuará reagindo enquanto considerar que Israel descumpre os termos da trégua.

Apesar da redução nos confrontos desde o início do cessar-fogo, os episódios deste domingo reforçam a fragilidade do acordo e aumentam o temor de uma nova escalada militar entre os dois lados.


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