Segundo autoridades, pelo menos 71 palestinos perderam a vida e cerca de 200 ficaram feridos

William Oliveira Publicado em 16/01/2025, às 11h33
Recentemente, a situação na Faixa de Gaza se agravou drasticamente, apesar do anúncio de um acordo de cessar-fogo. Autoridades locais relataram que pelo menos 71 palestinos perderam a vida e cerca de 200 ficaram feridos devido a bombardeios realizados por Israel.
O Hamas, por sua vez, refutou um comunicado de Israel e reafirmou seu compromisso com o cessar-fogo mediado, conforme declarou Izzat al-Rishq, representante político da organização. A declaração do grupo ocorre em um momento crítico, em que a confiança no acordo é testada.
Ontem, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, questionou a viabilidade do cessar-fogo, alegando que o Hamas havia feito exigências inesperadas. A agência Associated Press noticiou que uma votação sobre o acordo, prevista para hoje, foi adiada devido a uma “crise de última hora” causada pela postura do Hamas.
O governo de Tel Aviv anunciou que as reuniões do gabinete israelense não acontecerão até que os mediadores confirmem que o Hamas aceitou todos os termos do acordo. Fontes próximas à administração de Netanyahu afirmaram à Reuters que a formalização do acordo depende da aprovação pelo gabinete do primeiro-ministro. Alguns membros do governo ainda resistem ao cessar-fogo e preferem a continuidade das hostilidades.
Em uma comunicação feita nesta quinta-feira (16), Netanyahu mencionou ter discutido a situação com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e com o presidente eleito, Donald Trump, que assumirá em breve. Durante essas conversas, ele expressou gratidão pela assistência dos dois líderes na libertação de reféns e nos avanços nas negociações, sem, no entanto, abordar diretamente o tema do cessar-fogo.
A notícia sobre a trégua mediada por Catar, Egito e Estados Unidos foi celebrada tanto pela população de Gaza quanto por manifestantes em Israel. Ambos esperam ansiosamente pela devolução dos reféns ainda mantidos em cativeiro.
O acordo prevê uma trégua inicial de seis semanas, durante a qual está prevista a retirada gradual das forças israelenses da região e a liberação de 33 reféns detidos pelo Hamas. Em contrapartida, espera-se a libertação de palestinos atualmente presos em Israel. Além disso, as fases subsequentes do acordo incluirão discussões sobre um possível governo alternativo em Gaza e planos para a reconstrução da área sem a participação do Hamas.
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