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Cessar-fogo

Israel liberta 200 palestinos após Hamas liberar reféns

Operação ocorreu após a soltura de quatro mulheres, que eram reféns do Hamas desde o ataque em 7 de outubro de 2023

Israel liberta 200 palestinos após Hamas liberar reféns - Imagem: Reprodução / X / @DacilLanza
Israel liberta 200 palestinos após Hamas liberar reféns - Imagem: Reprodução / X / @DacilLanza

William Oliveira Publicado em 25/01/2025, às 18h49


No último sábado (25), Israel libertou 200 prisioneiros palestinos, uma ação que faz parte do acordo de cessar-fogo estabelecido com o grupo Hamas. A informação foi divulgada pela agência de notícias Associated Press.

A operação ocorreu após a soltura de quatro mulheres, que eram reféns do Hamas desde o ataque em 7 de outubro de 2023. As trocas de prisioneiros são parte do cessar-fogo em vigor desde 19 de outubro.

Com a liberação das quatro reféns no início da manhã, Israel iniciou a soltura de 70 prisioneiros palestinos. Segundo a Qahera TV, estatal do Egito, esses prisioneiros não poderão retornar à Faixa de Gaza ou à Cisjordânia e foram liberados na fronteira com o Egito, em Rafah.

Subsequentemente, ônibus partiram da prisão de Ofer, localizada na Cisjordânia ocupada, e da prisão de Ktziot, no deserto de Neguev, transportando os outros prisioneiros. Eles foram levados para Jerusalém e Ramallah, onde uma grande multidão de familiares e apoiadores aguardava ansiosamente sua chegada.

Dentre os 200 prisioneiros libertados, 121 cumpriam penas de prisão perpétua. Entre os libertados, destacam-se Mohammad Odeh, de 52 anos, e Wael Qassim, de 54 anos, ambos acusados de realizar ataques letais contra Israel.

Em Ramallah, milhares de palestinos se reuniram para celebrar a chegada dos prisioneiros recém-libertados.

Próximos passos

De acordo com a Associated Press, estava previsto que as forças israelenses iniciassem a retirada do corredor Netzarim — uma via que divide Gaza em duas partes — permitindo que palestinos deslocados no Sul retornassem ao Norte, onde moravam, pela primeira vez desde o início do conflito.

No entanto, mais tarde, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, anunciou que Israel não permitirá o retorno dos palestinos deslocados devido à custódia de uma refém civil, que deveria ser libertada pelo Hamas junto com as quatro soldados. O governo israelense solicitou provas de vida de Arbel Yehoud, uma jovem de 29 anos.

O Hamas declarou que a libertação de Yehoud está prevista para o próximo sábado (1º).


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