Ministro da Defesa autoriza avanço de tropas para ocupar posições estratégicas; ofensiva ocorre após troca de ataques com o Hezbollah.

Redação Publicado em 03/03/2026, às 09h55
O Exército de Israel iniciou operações militares ao longo da fronteira com o Líbano, autorizadas pelo ministro da Defesa, Israel Katz, visando ocupar novas posições e proteger comunidades israelenses de ataques. Essa ofensiva ocorre após o rompimento do cessar-fogo com o Hezbollah, intensificando a tensão na região.
Relatos indicam que forças israelenses avançaram em áreas estratégicas no Líbano, enquanto o Exército libanês recuou de várias posições. A escalada de hostilidades segue bombardeios que atingiram o sul do Líbano e Beirute, após mísseis serem lançados contra o norte de Israel.
Israel convocou cerca de 100 mil reservistas para reforçar sua presença militar no norte, enquanto a crise regional se agrava com confrontos entre Israel, Estados Unidos e Irã. A troca de ataques entre essas nações aumenta o risco de uma guerra regional mais ampla.
O Exército de Israel iniciou nesta terça-feira (3) operações militares ao longo da fronteira com o Líbano, segundo a agência Reuters. A ofensiva foi autorizada pelo ministro da Defesa, Israel Katz, que afirmou ter dado sinal verde para que tropas avancem por terra e ocupem “posições dominantes adicionais” no território libanês.
Em comunicado, Katz declarou que a decisão foi tomada em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e tem como objetivo impedir disparos contra comunidades israelenses próximas à fronteira.
De acordo com relatos publicados por agências internacionais, forças israelenses avançaram em áreas como Kfar Kila e Khiam. Um integrante do governo libanês afirmou que o Exército do Líbano recuou de ao menos sete posições na região.
A movimentação ocorre após o rompimento do cessar-fogo firmado em outubro de 2024 entre Israel e o grupo Hezbollah. A trégua foi interrompida depois que mísseis foram lançados contra o norte de Israel no domingo. Desde então, bombardeios atingiram o sul do Líbano e bairros da capital Beirute.
Israel também convocou cerca de 100 mil reservistas desde sábado, reforçando o contingente militar no norte do país.
A nova frente amplia a crise regional, que já envolve confrontos diretos entre Israel, Estados Unidos e Irã desde o último fim de semana. A escalada teve início após bombardeios em território iraniano que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e de integrantes da cúpula militar do país.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. A troca de ataques continua, elevando o número de mortos e ampliando o risco de uma guerra regional de maiores proporções.
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