Proposta elaborada pelos Estados Unidos, está prestes a ser avaliada pelo gabinete de segurança de Israel nesta terça-feira (26)

William Oliveira Publicado em 26/11/2024, às 12h08
A possibilidade de um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah pode se concretizar com a proposta recentemente elaborada pelos Estados Unidos, que está prestes a ser avaliada pelo gabinete de segurança de Israel nesta terça-feira (26). A reunião ocorre após mais de um ano de confrontos intensos e visa estabelecer um entendimento com o Líbano.
A administração do presidente Joe Biden tem investido esforços significativos nos últimos meses para mediar um acordo entre Israel e o Hezbollah. Essa iniciativa é vista como uma estratégia para evitar a ampliação do conflito na região de Gaza.
O novo plano de cessar-fogo toma como base o acordo que encerrou o último grande confronto entre as partes em 2006, quando ambos os lados concordaram em se retirar da área entre o Rio Litani e a fronteira israelense-libanesa. No entanto, esse acordo não foi totalmente implementado na época.
De acordo com a nova proposta, as Forças de Defesa de Israel (IDF) se retirariam completamente do sul do Líbano, enquanto o Hezbollah removeria suas armas pesadas ao norte do Rio Litani, a aproximadamente 25 km da fronteira israelense.
Durante a fase inicial de transição, prevista para durar 60 dias, o exército libanês assumiria a responsabilidade pela segurança na zona de fronteira, em cooperação com uma força de paz da ONU já estabelecida na região.
Os Estados Unidos propuseram liderar um comitê internacional de monitoramento composto por cinco países, que teria a função de arbitrar quaisquer violações ao acordo.
Em comunicado na segunda-feira (25), John Kirby, porta-voz da segurança nacional da Casa Branca, afirmou que o acordo ainda não está concluído.
"Ainda há algum processo, coisas que eu acho que eles estão trabalhando. Acreditamos que a trajetória disso está indo em uma direção muito positiva. Mas nada é feito até que tudo seja feito. Nada é negociado até que tudo seja negociado", declarou Kirby.
Embora o Hezbollah não tenha participado diretamente das negociações, o governo libanês assegurou que a organização xiita honraria os compromissos estipulados no pacto proposto.
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