Tensão e destruição marcam data histórica no Oriente Médio

Gabriela Thier Publicado em 07/10/2024, às 18h06
Israel intensificou suas operações aéreas e terrestres na Faixa de Gaza, com foco em alvos do Hamas, à medida que ambos os lados relembram o primeiro ano de um conflito devastador que deixou marcas profundas no território e em seus habitantes. Nesta segunda-feira, forças israelenses realizaram novos bombardeios contra militantes e instalações estratégicas do grupo.
Paralelamente, a Jihad Islâmica, aliada ao Hamas, afirmou ter disparado foguetes contra cidades israelenses próximas à fronteira com Gaza. As Forças Armadas de Israelinformaram que interceptaram cinco desses projéteis.
O ataque inicial do Hamas, em 7 de outubro de 2023, resultou na morte de 1.200 israelenses e no sequestro de cerca de 250 pessoas. Em retaliação, a ofensiva israelense subsequente em Gaza resultou na morte de aproximadamente 42 mil palestinos e no deslocamento massivo da população local, estimada em 2,3 milhões, gerando crises humanitárias severas.
Na mesma data, tanques israelenses avançaram para Jabalia, o maior campo de refugiados urbanos na Faixa de Gaza, após cercar a área conforme relataram moradores locais. Após o lançamento dos foguetes pelo Hamas, as forças israelenses ampliaram as ordens de evacuação em Jabalia para incluir as cidades vizinhas Beit Hanoun e Beit Lahiya.
Relatos locais indicam que Jabalia foi alvo de ataques aéreos e terrestres intensos por parte das forças israelenses. Equipes médicas confirmaram a morte de vários palestinos e enfrentaram dificuldades para acessar algumas das áreas atingidas.
Posteriormente, médicos palestinos relataram que um ataque aéreo israelense matou cinco pessoas nos arredores de Jabalia. Os militares israelenses afirmaram ter eliminado dezenas de militantes e desmantelado infraestrutura militar crítica na região como parte das operações em curso para impedir o reagrupamento do Hamas.
Em Deir Al-Balah, cidade central onde um grande número de deslocados encontra refúgio, um bombardeio israelense atingiu instalações temporárias no Hospital Al-Aqsa, resultando em ferimentos em 11 pessoas. As forças israelenses alegaram que o ataque visava militantes do Hamas que utilizavam o hospital como base operacional.
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