Mais de 230 bombeiros combatem chamas em Creta, enquanto turistas são realocados para segurança em ginásio municipal

William Oliveira Publicado em 03/07/2025, às 11h41
Aproximadamente 1.500 pessoas foram evacuadas de suas residências, hotéis e estabelecimentos turísticos na zona sul da ilha de Creta, na Grécia, em decorrência de um incêndio florestal severo. Impulsionado por ventos fortes, o fogo exigiu a imediata retirada da população para garantir a segurança diante da ameaça crescente. Segundo relatos da imprensa local, diversas estruturas sofreram danos e houve interrupções no fornecimento de energia elétrica, embora felizmente nenhuma vítima tenha sido registrada.
Mais de 230 bombeiros permanecem dedicados ao combate às chamas, auxiliados por uma frota de helicópteros e veículos especializados. O incêndio, que teve início na tarde de quarta-feira (2) próximo à cidade de Ierapetra, consome áreas extensas de florestas e plantações de oliveiras, com três frentes ativas sendo monitoradas. Simultaneamente, outro foco de incêndio na região de Halkidiki mobiliza cerca de 160 profissionais no esforço de contenção.
O vice-prefeito de Lasithi, Yannis Androulakis, informou que as evacuações ocorreram principalmente em hotéis, com os turistas realocados de forma segura para um ginásio municipal em Ierapetra, enquanto alguns optaram por deixar a ilha via embarcações.
As operações foram reforçadas com o envio de apoio logístico e humano de Atenas, em meio a desafios impostos pelos ventos intensos, cujas rajadas chegam a atingir o nível 9 na escala Beaufort, conforme destacou o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Vassilis Vathrakogiannis. Novas equipes, incluindo uma unidade especializada da 1ª Unidade Especial de Combate a Incêndios Florestais (Emode), estão a caminho por via marítima e aérea, somando esforços para controlar o avanço das chamas.
Julho é tradicionalmente o mês mais crítico para incêndios florestais na Grécia, marcado por temperaturas elevadas, baixa umidade e ventos que alimentam o fogo. A região do Mediterrâneo tem sofrido com o aumento na frequência e intensidade desses incêndios, agravados pelas mudanças climáticas aceleradas. Em 2024, registra-se o verão mais quente da história grega, com aproximadamente 45 mil hectares devastados até o momento, segundo dados da WWF Grécia e do Observatório Nacional de Atenas.
O ano de 2023 permanece como o mais destrutivo em termos de área queimada, com quase 175 mil hectares consumidos e 20 vidas perdidas. O sul da Europa enfrenta uma onda de calor intensa que intensifica a ameaça dos incêndios. Na Turquia, dois focos ativos forçaram a evacuação de mais de 50 mil pessoas na região de Esmirna. Na Espanha, tragédias recentes resultaram na morte de duas pessoas devido a incêndios.
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