Um juiz e dois oficiais de Justiça que foram ao local onde Jovenel Moise, do Haiti, foi assassinado, têm sofrido pressão para alterar depoimentos de

Redação Publicado em 03/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h27
Um juiz e dois oficiais de Justiça que foram ao local onde Jovenel Moise, do Haiti, foi assassinado, têm sofrido pressão para alterar depoimentos de testemunhas e sido ameaçados de morte, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (3) pelo “New York Times”.
Marcelin Valentin e Waky Philostène, os oficiais de Justiça, e Carl Henry Destin, o juiz, pediram apoio das autoridades de segurança, mas foram ignorados.
Os três afirmam terem presenciado violações de procedimentos de investigação.
A polícia tirou corpos de lugar e levou parte do material que poderia servir como evidência no local. Além disso, impediu a presença do juiz e dos oficiais na cena.
Moise tomou mais de 12 tiros em seu quarto.
Desde o crime, mais de 50 suspeitos já foram presos. Desses, 44 ainda estão detidos (entre eles, estão os 18 mercenários colombianos acusados de participar do crime). Mais de dez seguranças de Moise foram presos também.
Pela lei do Haiti, os suspeitos devem ser processados em até 48 horas. Se isso não acontecer, eles devem ser liberados.
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G1
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