Autoridades de Caracas relatam mortes entre militares e aliados, enquanto detalhes do ataque e números de vítimas seguem controversos.

Ana Beatriz Publicado em 08/01/2026, às 09h31
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou nesta quarta-feira (7) que cerca de 100 pessoas morreram durante o ataque militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. A declaração foi feita em emissora estatal de televisão e ainda não foi possível verificar de forma independente a totalidade das informações oficiais.
Cabello disse que o número inclui grande parte do contingente de segurança de Maduro e aliados, e que muitos teriam sido mortos “a sangue frio” durante a operação militar. Antes disso, o governo venezuelano não havia divulgado um balanço oficial consolidado.
Dados oficiais do Exército venezuelano publicaram previamente uma lista com 23 soldados mortos. Autoridades cubanas relataram que 32 membros de suas forças armadas e de inteligência baseados na Venezuela também perderam a vida na ação.
Segundo Cabello, na operação a esposa de Maduro sofreu um ferimento na cabeça, enquanto o presidente teve um ferimento na perna. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou uma semana de luto nacional em homenagem aos militares mortos na ação. Reuters
A ofensiva, que segundo autoridades americanas e venezuelanas foi orquestrada pelos Estados Unidos, resultou em tensões diplomáticas intensas e reações diversas internacionalmente, com relatos de bombardeios e movimentações militares durante a incursão.
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