Stephen James Hubbard foi condenado pelo Tribunal de Moscou a seis anos e dez meses de prisão

William Oliveira Publicado em 07/10/2024, às 09h22
O Tribunal de Moscou sentenciou o cidadão norte-americano Stephen James Hubbard, de 72 anos, a uma pena de seis anos e dez meses de prisão sob a acusação de atuar como mercenário na Ucrânia. A decisão, tornada pública nesta segunda-feira (7), detalha que Hubbard teria firmado um contrato com o batalhão de defesa em Izyum, localizado no leste ucraniano.
Conforme os documentos judiciais, Hubbard teria recebido uma remuneração mensal de mil dólares americanos por sua participação nas hostilidades, entre fevereiro e 2 de abril de 2022, data em que foi capturado. Por conta dessas atividades, ele cumprirá sua sentença em uma colônia penal de regime geral, além de ter seus fundos confiscados.
"Hubbard recebeu uma recompensa monetária mensal de 1.000 dólares americanos pela participação no conflito armado", afirmou o tribunal.
A decisão judicial atendeu ao pedido dos promotores, que sugeriram uma pena reduzida devido à idade avançada do réu, inicialmente estabelecida em sete anos, ao invés dos 15 anos possíveis. Assim, Hubbard, oriundo do estado americano de Michigan, torna-se o primeiro cidadão dos Estados Unidos a ser condenado sob a alegação de envolvimento mercenário no conflito ucraniano.
Até o momento, o governo dos EUA não se manifestou oficialmente sobre a condenação. Contudo, autoridades do governo Biden têm reiterado que essas detenções são estratégicas para a Rússia, utilizadas como peças em um "pool de troca".
Como exemplo, em 2023, Moscou libertou o jornalista Evan Gershkovich após sua detenção por acusações de espionagem, numa troca sem precedentes entre os países. Anteriormente, em 2022, ocorreu a troca da jogadora Brittney Griner, condenada por porte de drogas e contrabando, pelo notório traficante russo Viktor Bout.
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