Caso eleito, o republicano prometeu que nomearia Musk para liderar uma comissão focada na eficiência governamental

William Oliveira Publicado em 07/10/2024, às 12h14
No último sábado (5), o empresário e bilionário Elon Musk, marcou presença em um evento político em apoio a Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. O comício ocorreu na cidade de Butler, na Pensilvânia, e durante sua participação, Musk declarou que Trump é o único candidato capaz de "preservar a democracia na América".
Embora anteriormente tenha sido crítico de Trump e eleitor do Partido Democrata, Musk alterou sua postura após um atentado sofrido pelo ex-presidente na mesma localidade do evento. Essa mudança de aliança foi ainda evidenciada por uma transmissão ao vivo feita por Musk em sua rede social X (antigo Twitter), no dia 12 de agosto, onde conversou com Trump por mais de duas horas.
Musk expressou preocupações sobre o futuro das eleições americanas, afirmando que uma vitória de Kamala Harris representaria uma ameaça à democracia do país. Ele enfatizou que, sem a vitória de Trump neste pleito, esta poderia ser "a última eleição" nos Estados Unidos.
A fala inicial causou certa polêmica entre o público presente. No entanto, Musk tentou suavizar o impacto adotando um tom descontraído e usando um boné com o lema "Make America Great Again" (Maga) da campanha republicana. Ele brincou: "Como você pode ver, eu não sou apenas Maga — eu sou Dark Maga".
O evento em Butler simboliza um fortalecimento na relação entre Musk e Trump, faltando menos de um mês para as eleições presidenciais. Em apoio à candidatura republicana, Musk criou um supercomitê de ação política e tem dedicado recursos significativos para incentivar a participação eleitoral.
Durante o comício, Trump prometeu que nomearia Musk para liderar uma comissão focada na eficiência governamental, caso vença a eleição presidencial. Ao discursar para a multidão, Musk defendeu Trump como um paladino da liberdade de expressão e acusou os democratas de quererem restringir direitos fundamentais do povo americano.
"Eles [democratas] querem tirar seu direito de portar armas, eles querem tirar seu direito de votar", afirmou o CEO do X.
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