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Guerra

Falta de ajuda humanitária ameaça crianças na Faixa de Gaza

Bloqueio de ajuda humanitária por Israel já dura 16 dias, agravando a crise e colocando crianças em risco

Bloqueio de ajuda humanitária por Israel já dura 16 dias, agravando a crise e colocando crianças em risco - Imagem: Reprodução / X / @islamicfreedom
Bloqueio de ajuda humanitária por Israel já dura 16 dias, agravando a crise e colocando crianças em risco - Imagem: Reprodução / X / @islamicfreedom

Gabriela Thier Publicado em 17/03/2025, às 16h15


De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), aproximadamente 1 milhão de crianças na Faixa de Gaza estão em uma situação crítica, sem acesso a itens essenciais como alimentos e água. A declaração foi feita por Edouard Beigbeder, diretor do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África, durante uma recente visita aos territórios palestinos que durou quatro dias.

Beigbeder expressou sua profunda preocupação com as condições alarmantes enfrentadas pelas crianças na região. Ele destacou que muitas delas vivem sob intenso medo e ansiedade, enquanto outras lidam diretamente com as severas consequências da falta de assistência humanitária, incluindo deslocamento, destruição de suas casas e até mesmo perda de vidas. "Sem a entrada de ajuda na Faixa de Gaza, cerca de 1 milhão de crianças estão lutando pela sobrevivência em condições desumanas", afirmou o diretor do Unicef.

O bloqueio total imposto por Israel à entrada de ajuda humanitária já dura 16 dias, resultando em um agravamento da crise alimentar. Estima-se que 95% da população de Gaza, que soma 2,1 milhões de habitantes, esteja enfrentando algum grau de insegurança alimentar, com cerca de 344 mil palestinos vivendo em estado de fome extrema. Essas informações foram coletadas pelo Painel IPC, uma organização internacional dedicada a monitorar a fome global.

Durante sua visita, Beigbeder inspecionou instalações de dessalinização de água apoiadas pelo Unicef em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Ele constatou que a interrupção do fornecimento elétrico, causada por Israel, impede milhares de crianças de terem acesso à água potável. "A única instalação que recebeu eletricidade desde novembro de 2024 foi desconectada e atualmente opera apenas com 13% de sua capacidade", lamentou Edouard Beigbeder.


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