Tribunal considerou que Yoon Suk Yeol atentou contra a ordem constitucional ao decretar lei marcial em 2024; promotoria chegou a pedir pena de morte.

Redação Publicado em 19/02/2026, às 11h48
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição ao decretar lei marcial em dezembro de 2024, decisão que pode impactar a estabilidade política do país.
A promotoria havia pedido pena de morte, citando a falta de remorso do ex-líder e os riscos à ordem constitucional, embora a Coreia do Sul mantenha uma moratória sobre execuções desde 1997.
Yoon, que já havia sido condenado a cinco anos de prisão por obstrução da Justiça, planeja recorrer da decisão, enquanto enfrenta outros oito processos relacionados à tentativa de golpe e outras irregularidades.
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado nesta quinta-feira (19) à prisão perpétua por liderar uma insurreição ao decretar lei marcial em dezembro de 2024. A decisão foi proferida por um tribunal sul-coreano após meses de julgamento.
A promotoria havia solicitado pena de morte, alegando que o ex-líder não demonstrou remorso por ações que, segundo os investigadores, colocaram em risco a ordem constitucional e a democracia do país. Apesar disso, a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997.
Durante o processo, Yoon sustentou que a declaração de lei marcial foi um exercício legítimo de seus poderes constitucionais de emergência. Ele afirmou que a medida buscava proteger a nação e preservar a ordem institucional diante do que classificou como uma “ditadura inconstitucional” imposta pelo partido de oposição no Legislativo.
A defesa afirmou que a condenação seguiu um “roteiro pré-escrito” e anunciou que vai discutir com o ex-presidente a possibilidade de recorrer.
Outras condenações
Em janeiro, Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por crimes ligados à obstrução da Justiça. Ele responde a oito processos criminais relacionados à tentativa de golpe após impor a lei marcial.
Entre as acusações consideradas no julgamento estão a exclusão de autoridades de reuniões preparatórias, a fabricação de documentos oficiais, a tentativa de impedir a própria prisão e a destruição de registros telefônicos que poderiam servir como prova.
Segundo o juiz Baek Dae-hyun, o ex-presidente descumpriu o dever constitucional de proteger o Estado de Direito. No entanto, ele não foi condenado por falsificação de documentos por falta de provas suficientes.
Yoon está preso desde julho de 2025 e se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido no país.
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