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EUA registram queda de 0,3% no PIB no primeiro trimestre de 2025

Dados do BEA mostram queda no PIB dos EUA, levantando preocupações sobre uma possível recessão econômica

Dados do BEA mostram queda no PIB dos EUA, levantando preocupações sobre uma possível recessão econômica - Imagem: Reprodução / X / @MilaLovesJoe
Dados do BEA mostram queda no PIB dos EUA, levantando preocupações sobre uma possível recessão econômica - Imagem: Reprodução / X / @MilaLovesJoe

Gabriela Thier Publicado em 30/04/2025, às 17h06


Nesta quarta-feira (30), o Escritório de Análise Econômica (BEA) dos Estados Unidosdivulgou dados preocupantes sobre a economia do país, revelando uma queda de 0,3% no Produto Interno Bruto (PIB) durante o primeiro trimestre de 2025. Este resultado marca a primeira retração desde 2022 e contrasta com as expectativas que previam um crescimento de 0,5%. A principal causa dessa desaceleração está relacionada ao aumento das importações, que ocorreram antes da implementação de novas tarifas comerciais pelo governo Trump.

A análise do BEA indica que a diminuição do PIB foi significativamente afetada pelo crescimento das importações e pela redução nos gastos governamentais. As importações, por sua natureza, exercem um impacto negativo no cálculo do PIB. Entretanto, é importante destacar que, apesar dessa retração geral, houve um aumento em outros setores da economia, como investimentos, exportações e consumo das famílias, embora o ritmo de compras tenha demonstrado sinais de desaceleração.

Um dos fatores que contribuíram para o aumento nas importações foi a corrida das empresas para antecipar suas compras no exterior, com o objetivo de evitar os impactos das tarifas comerciais. Em março, o déficit comercial dos Estados Unidos aumentou em 9,6%, impulsionado por uma elevação de 5% nas importações de bens de consumo. Como resultado dessas mudanças no cenário econômico, economistas revisaram suas previsões para o crescimento do PIB em 2025. A Bloomberg, por exemplo, agora estima um crescimento modesto de apenas 1,4%, que representa a metade do crescimento registrado no ano anterior.

As evidências de uma possível recessão econômica estão se intensificando. Atualmente, 45% dos economistas consultados acreditam que uma recessão é iminente, um aumento significativo em relação aos 30% observados em março. Além disso, indicadores importantes como a confiança do consumidor e as encomendas da indústria têm apresentado quedas acentuadas. O Índice Econômico Antecedente também sinalizou uma redução de 0,7% em março, reforçando as preocupações sobre a saúde da economia americana.


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