O Comando Central dos EUA disse que o ataque com drones em Nangahar foi lançado sobre um membro do Estado Islâmico-Khorasan (braço afegão do Estado Islâmico)

Redação Publicado em 28/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h22
Militares dos Estados Unidos atacaram com drones o braço do Estado Islâmico no Afeganistão no sábado (28, horário local – noite de sexta-feira, 27, no Brasil), bombardeando o local onde estaria um membro do grupo.
A ação ocorreu menos de 48 horas depois que um ataque suicida assumido pelo grupo matou 169 afegãos e 13 militares americanos no aeroporto de Cabul.
O Comando Central dos EUA disse que o ataque com drones em Nangahar foi lançado sobre um membro do Estado Islâmico-Khorasan (braço afegão do Estado Islâmico) que se acredita estar envolvido no planejamento de ataques contra os EUA em Cabul.
O ataque matou um indivíduo. O porta-voz do capitão da Marinha, William Urban, afirmou que não há relato de mortes de civis.
Ainda não está claro se o indivíduo morto estava envolvido especificamente na explosão suicida de quinta-feira fora dos portões do aeroporto de Cabul, onde multidões de afegãos tentavam desesperadamente entrar, buscando deixar o país após a tomada de poder pelo Talibã.
O ataque aéreo cumpriu uma promessa que o presidente Joe Biden fez à nação na quinta-feira, quando disse que os autores do ataque não poderiam se esconder. “Vamos caçá-los e fazê-los pagar”, disse ele.
Os líderes do Pentágono disseram aos repórteres na sexta-feira que estavam preparados para qualquer ação de retaliação que o presidente ordenasse.
“Temos opções lá agora”, disse o Maj. Gen. Hank Taylor, do Estado-Maior Conjunto do Pentágono.
Também nesta sexta, o governo norte-americano pediu a seus cidadãos que deixem “imediatamente” os portões do aeroporto de Cabul. O Pentágono disse que a arriscada operação de evacuação dos americanos e aliados afegãos seguia enfrentando “ameaças específicas e confiáveis”.
“Os cidadãos americanos que estão agora no portão de Abbey, no portão Leste, no portão Norte ou no portão do Novo Escritório do Interior devem sair imediatamente”, informou a embaixada dos Estados Unidos em Cabul em um alerta de segurança.
O Estado Islâmico-Khorasan , também conhecido por sua sigla em inglês, Isis-k, é o braço afegão do Estado Islâmico. “Khorasan” é um nome histórico da região que inclui partes de onde ficam atualmente Paquistão, Irã, Afeganistão e Ásia Central.
O EI-K reivindicou alguns dos ataques mais violentos dos últimos anos no Afeganistão e no Paquistão.
O grupo massacrou civis nos dois países em mesquitas, santuários, praças e até hospitais, além de ter executado ataques contra muçulmanos de alas que considera hereges – em particular os xiitas.
Embora o EI-K e os Talibãs sejam militantes islâmicos sunitas de linha dura, também são rivais e divergem em temas de religião e estratégia. Cada um diz representar a verdadeira bandeira da Jihad.
As divergências provocaram confrontos sangrentos, dos quais os talibãs geralmente saíram vitoriosos desde 2019, quando o EI-Khorasan foi incapaz de controlar um território como fez seu grupo parente no Oriente Médio.
Em um sinal de inimizade entre os grupos jihadistas, os comunicados do EI se referem aos talibãs como apóstatas.
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Fontes: G1 – Globo.
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