Governo Biden está disposto a fazer de tudo para trazer a jogadora americana de volta aos Estados Unidos

Mateus Omena Publicado em 05/08/2022, às 12h39
O governo de Joe Biden pressionou a Rússia a aceitar um acordo para libertar dois norte-americanos presos no país. A medida é adotada após um deles, a estrela do basquete Brittney Griner, 31, ser condenada a 9 anos de prisão na quinta-feira (4) em uma acusação por posse de drogas.
“É uma proposta séria. Nós os incentivamos a aceitarem. Eles deveriam ter aceitado semanas atrás quando a fizemos pela primeira vez”, declarou o porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby.
De acordo com a Reuters, o governo norte-americano ofereceu trocar o traficante de armas russo Viktor Bout, que cumpre sentença de 25 anos de prisão nos EUA, por Griner e o ex-fuzileiro naval Paul Whelan, de acordo com fontes com conhecimento da situação.
A Rússia também havia tentado acrescentar o assassino condenado Vadim Krasikov, que está preso na Alemanha, às negociações de troca, disse uma fonte anônima com conhecimento do assunto à agência de notícias.
Ao ser questionado na quinta-feira (4) se Washington estaria disposto a reconsiderar o pedido da Rússia após a sentença de Griner, Kirby disse: “Acho que nem chamaríamos isso de uma contraproposta”.
Whelan, que tem passaportes de EUA, Reino Unido, Canadá e Irlanda, foi condenado a 16 anos de prisão em 2020 na Rússia por espionagem. Já Brittney Griner foi condenada e sentenciada ontem (4) por levar cartuchos de vape com óleo à base de cannabis à Rússia.
Ao ser informado sobre a decisão da Justiça russa sobre o destino da jogadora de basquete, o presidente dos EUA declarou que a detenção é injusta:
"É inaceitável, e eu peço que a Rússia a liberte imediatamente, para que ela possa ficar com sua esposa, seus entes queridos, amigos e suas companheiras de equipe", disse Biden em um comunicado.
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