O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira (3) que enviará três caminhões carregados com oxigênio para hospitais do Amazonas e de

Redação Publicado em 04/02/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h32
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira (3) que enviará três caminhões carregados com oxigênio para hospitais do Amazonas e de Roraima . Nos dois dias em que Manaus ficou sem o insumo — 14 e 15 de janeiro —, mais de 30 pacientes com Covid morreram asfixiados. “ Tudo é possível quando há solidariedade, fraternidade, paz e amor entre os povos ”, disse Maduro.
Além da tragédia humanitária, Maduro se move por uma questão política. “ Ao enviar oxigênio para o Brasil, Maduro quer passar a mensagem de que seu governo está lidando muito bem com a pandemia, e por isso pode até se dar ao luxo de ajudar outro país. Essa é uma maneira de ele esconder que o sistema hospitalar da Venezuela foi totalmente destruído “, diz o médico radiologista e deputado venezuelano Jose Manuel Olivares, que vive na Colômbia desde que foi ameaçado pelos chavistas.
Segundo ele, 80% dos aparelhos de raio-X não funcionam na Venezuela . Pacientes com Covid-19 não apenas não conseguem fazer uma chapa do pulmão, como não encontram uma cama de UTI. O país com 28 milhões de habitantes conta com apenas 350 leitos de terapia intensiva funcionando, os quais representam 30% do total. “ Além de não ser possível fazer exames, também não existem respiradores suficientes para bombear oxigênio aos pacientes com Covid “, diz Olivares.
Desde a crise dos hospitais no Amazonas , o Brasil tem recebido oxigênio hospitalar de duas fontes na Venezuela . A primeira é pela empresa White Martins, que enviou um primeiro carregamento do seu complexo no estado de Anzoategui no dia 18 de janeiro e deve mandar mais oxigênio nas próximas semanas. As transferências ocorrem entre empresas do grupo e não têm relação com a política.
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