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MOTIVAÇÃO

"Dancinha" de Maduro teria levado Trump a ordenar prisão

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi preso pelos Estados Unidos na última sexta-feira (3), ao lado de sua esposa, Cília Flores

"Dancinha" de Maduro teria levado Trump a ordenar prisão - Imagem: Reprodução / X / @AbhimanyuManjh5
"Dancinha" de Maduro teria levado Trump a ordenar prisão - Imagem: Reprodução / X / @AbhimanyuManjh5

William Oliveira Publicado em 07/01/2026, às 10h16


A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no último fim de semana ganhou novos contornos após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Trump, ele se sentiu pessoalmente desrespeitado pelas aparições públicas de Maduro, que imitava seus gestos e danças de campanha em eventos oficiais, motivando, em parte, a operação que levou à prisão do líder venezuelano e de sua esposa, Cília Flores.

Autoridades norte-americanas, porém, afirmam que a missão teve motivações estratégicas e econômicas, com o objetivo principal de garantir o acesso ao petróleo venezuelano, um dos maiores do mundo. Trump anunciou que os Estados Unidos já começaram a receber entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo do país sul-americano, em uma tentativa de recuperar recursos que, segundo ele, teriam sido desviados pelo regime anterior.

As tensões entre Washington e Caracas vinham aumentando desde o ano passado, chegando ao ápice quando Trump ligou diretamente para Maduro exigindo sua renúncia, recusada pelo líder venezuelano. Em resposta, Maduro passou a imitar gestos e danças do estilo de Trump, atitude considerada provocativa pelos Estados Unidos e que agravou o confronto bilateral.

A captura de Nicolás Maduro

A operação militar que resultou na captura de Maduro ocorreu em 3 de janeiro de 2026, quando forças especiais norte-americanas atuaram em Caracas, culminando na prisão do presidente e de sua esposa. Ambos foram transferidos para Nova York, onde participaram de audiência inicial em tribunal federal. Maduro e Cília Flores alegaram inocência perante acusações que incluem narcoterrorismo, conspiração para importação de drogas e posse de armas.

A ação gerou reação internacional imediata. Países aliados da Venezuela, como Rússia e Cuba, classificaram a operação como agressão militar e violação da soberania do país, desencadeando debates sobre a legalidade da ação no âmbito do direito internacional.

Impactos

Após a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência da Venezuela, iniciando um processo de reorganização política e estabelecendo canais de diálogo com a Casa Branca. Enquanto isso, milícias e grupos armados pró-Maduro intensificaram sua presença em Caracas, elevando a tensão interna.

No plano internacional, o Brasil e outros países da América Latina acompanham de perto os desdobramentos. O governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, planeja diálogo com a liderança venezuelana interina para definir sua posição diante do novo cenário geopolítico regional.


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