Segundo Havana, as vítimas, incluindo militares, atuavam em missões oficiais de cooperação; a ação resultou na detenção de Nicolás Maduro.

Ana Beatriz Publicado em 05/01/2026, às 09h28
O governo de Cuba afirmou que 32 cidadãos cubanos, entre eles militares, morreram durante os ataques realizados pelos Estados Unidos na Venezuela, na madrugada de sábado (3/1). A ofensiva culminou na detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, segundo informações divulgadas oficialmente por Havana.
De acordo com o governo cubano, os mortos participavam de missões oficiais de cooperação militar e de segurança, realizadas a pedido das autoridades venezuelanas. As vítimas teriam morrido em confrontos diretos com forças americanas ou em bombardeios contra instalações militares durante a operação.
Em pronunciamento oficial, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel decretou dois dias de luto nacional e classificou a ação dos Estados Unidos como um “ataque criminoso” contra a soberania da Venezuela.
Na Venezuela, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, acusou as forças americanas de terem “assassinado a sangue frio” integrantes da equipe de segurança de Nicolás Maduro durante a operação. Apesar das denúncias, o governo venezuelano não divulgou números oficiais de mortos ou feridos até o momento.
Até agora, o único balanço confirmado é o apresentado por Cuba. Estimativas extraoficiais sobre o total de vítimas variam amplamente, o que aumenta a incerteza em torno do impacto real da ofensiva.
O episódio representa uma escalada sem precedentes recentes na América Latina e amplia as tensões diplomáticas na região. Além do impacto imediato, a operação reacende o debate internacional sobre soberania nacional, direito internacional e os riscos de instabilidade prolongada em um país que já enfrenta uma grave crise política, econômica e social com possíveis reflexos além das fronteiras venezuelanas.
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