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Guerra

Conflito entre Israel e Síria aumenta durante conferência nacional de diálogo

Sindicatos e organizações civis sírias se mobilizam contra a interferência israelense

Sindicatos e organizações civis sírias se mobilizam contra a interferência israelense - Imagem: Reprodução / X / @TheIntelNet
Sindicatos e organizações civis sírias se mobilizam contra a interferência israelense - Imagem: Reprodução / X / @TheIntelNet

Gabriela Thier Publicado em 26/02/2025, às 15h47


Na última terça-feira (25), o sul da Síria foi palco de uma série de bombardeios realizados por Israel, coincidindo com a realização da Conferência Nacional de Diálogo síria, que defendia a retirada das forças israelenses do território. As Forças de Defesa de Israel (FDI) justificaram suas ações afirmando que os ataques tinham como alvo centros de comando e depósitos de armamentos, alegando que a presença militar na região representa uma ameaça à segurança nacional.

De acordo com um comunicado das FDI, "A presença de forças e ativos militares no sul da Síria representa um risco aos cidadãos israelenses. A FDI seguirá em operação para eliminar qualquer ameaça à segurança do Estado de Israel".

Durante a conferência, a chamada "infiltração israelense" foi amplamente criticada e considerada uma violação da soberania síria. O novo presidente da Síria, Ahmad al-Sharaa, reiterou a importância da unidade nacional e fez um apelo à comunidade internacional para que exercesse pressão sobre Israel para que suas ações agressivas fossem encerradas.

Desde a queda do regime de Bashar al-Assad, Israel tem exercido controle sobre o Monte Hermon, uma área que anteriormente era desmilitarizada, o que é visto pela ONUcomo uma violação dos acordos internacionais vigentes.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Kartz, declarou que o país planeja manter sua presença na zona tampão indefinidamente e exigiu a desmilitarização do sul da Síria. "Não permitiremos que forças da organização HTS ou do novo exército sírio entrem na área ao sul de Damasco. Exigimos a completa desmilitarização do sul da Síria", afirmou Kartz.

As operações israelenses provocaram uma onda de protestos no sul da Síria, onde sindicatos e organizações civis se mobilizaram contra a interferência israelense. Esses grupos convocaram atividades nacionais em um esforço para confrontar os planos israelenses, evidenciando a insatisfação popular com a atual situação e com a ocupação.


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